Brasília-DF,
20/OUT/2017

'Mandala' abrodou forma de amor polêmica na tevê aberta

Novela 'Mandala' driblou a censura ao mostrar o amor entre mãe e filho

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Vinicius Nader Publicação:24/04/2016 07:15

 (Basílio Calazans/TV Globo.)


“Como uma deusa/você me mantém…”. Os versos de O amor e o poder na voz da cantora Rosana anunciava, entre outubro de 1987 e maio do ano seguinte, que entrava em cena a “deusa” Vera Fisher na pele de Jocasta, protagonista da novela Mandala. A trama de Dias Gomes com colaboração de Marcílio Moraes e Lauro César Muniz teve 185 capítulos e, segundo o site Memória Globo, audiência média de 70 pontos.

Para escrever o polêmico folhetim, os autores foram buscar inspiração na tragédia Édipo rei, de Sófocles. O mito é transportado para o Rio de Janeiro do século 20 e mostra o amor proibido entre Jocasta e o filho, Édipo (Felipe Camargo). Assim como no clássico, os dois não sabem do laço de parentesco, já que o pai de Édipo o sequestrou e fugiu ainda na maternidade. A ligação entre Vera e Felipe ultrapassou as telas e os dois tiveram um romance na vida real, se casaram (se separaram) e têm um filho.

A censura federal tentou embargar Mandala porque a novela abordava, além do incesto, bissexualidade, política e uso de drogas. Foi preciso muita conversa e algumas mudanças para seguir em frente. O triângulo amoroso formado por Jocasta, Laio (Pery Salles) e Túlio (Gianfrancesco Guarnieri), com os dois homens se relacionando, foi atenuado; e a trama política que abordava a caça aos comunistas e trazia Gianfrancesco Guarnieri em papel inspirado em Mario Lago não foi pra frente.

 

 

Estreiantes

Mandala
tem duas fases. Na primeira, que se passava no início da década de 1960, Jocasta era vivida pela estreante Giulia Gam, que fazia a primeira novela da carreira. A etapa também trazia Marcos Palmeira e Jandir Ferrari ainda jovens. A passagem de 25 anos foi marcada por um recurso tecnológico que chamou a atenção à época ao mostrar a zona sul do Rio de Janeiro sendo preenchida por prédios.

Como acontece em várias novelas, Mandala tinha um núcleo cômico para o público poder “respirar”. Nuno Leal Maia interpretou com sucesso o bicheiro Tony Carrado, um admirador de Jocasta, a quem chamava “minha deusa”. Bordões do personagem como “depois da tempestade vem a ambulância” e “sou seu súbito” logo caíram na boca do povo.


O elenco de Mandala ainda contava com nomes como Raul Cortez, Lilia Cabral, Osmar Prado, Milton Gonçalves e Paulo Gracindo, entre outros. A novela foi sucedida por um clássico entre os folhetins: Vale tudo.

Saiba mais

Brasília


A capital federal foi palco para algumas cenas de Mandala. No início da segunda fase, é aqui que Laio mora com os pais adotivos, Américo (Oswaldo Loureiro) e Mercedes ( ngela Leal) e a namorada Letícia (Lucia Veríssimo)

Outra deusa


A ideia inicial não era ter Vera Fisher como Jocasta e, sim, Dina Sfat. Mas a atriz acabou não topando por problemas de saúde. Em 1988, Dina morreu de câncer de mama.

Figurinista


Nuno Leal Maia deu uma de figurinista e palpitou na escolha das roupas do bicheiro Tony Carrado. Os looks eram compostos por camisas abertas e ternos bem coloridos.

 

 

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