Brasília-DF,
23/OUT/2017

Relembre a história de Walter Avancini um dos diretores de telenovelas mais aclamado do Brasil

Walter Avancini deixou a marca dele em folhetins e minisséries que fizeram história na tevê brasileira

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Vinicius Nader Publicação:05/06/2016 07:00Atualização:03/06/2016 15:45

Para Walter Avancini, a novela era o principal produto cultural do país (Internet/Reprodução)
Para Walter Avancini, a novela era o principal produto cultural do país


Xica da Silva, Beto Rockfeller, Selva de pedra. Além de terem sido sucesso de crítica e de público e de terem marcado a história da novela brasileira, as produções têm mais em comum. A direção de Walter Avancini, um dos profissionais mais autorais que passaram pela teledramaturgia nacional.


Nascido em São Caetano do Sul (SP), Avancini morreu em 2001, em decorrência de um câncer de próstata. Apaixonado pelo trabalho que fazia, ele estava no ar quando foi internado pela última vez. Era dele a direção de A padroeira, novela de Walcyr Carrasco estrelada por Deborah Secco e Maurício Mattar. Ele foi substituído por Roberto Talma na produção.

 

A marca de Avancini, especialmente o rigor com o elenco, aparecia nos capítulos das tramas que ele conduzia. O diretor não se incomodava com a fama de ditador que o perseguia. Costumava dizer que dividia opiniões naturalmente e que o que importava era o produto final. O mestre, como era chamado por atores como Tony Ramos e Francisco Cuoco, acreditava que a televisão, principalmente a novela, era o produto cultural mais importante do país.


Em 37 anos de carreira, Avancini passou pelas principais emissoras da tevê brasileira, com muitos destaques. O início foi na Excelsior, com Melodia fatal (1964). O primeiro sucesso veio um ano depois com A deusa vencida. Depois de rápidas passagens pela Record e pela Band, em 1969, Avancini chegou à Tupi. E logo na estreia mostrou seu talento: Beto Rockfeller é até hoje um clássico das novelas brasileiras e marcou época pela inovação, em grande parte atribuída à marca do diretor. Simplesmente Maria (1970) foi outro sucesso na emissora.


Depois, Avancini foi para a Globo. E, mais uma vez, a estreia foi arrebatadora. A primeira versão de Selva de pedra (1972) marcou 100% de audiência no último capítulo. Não se falava em outro assunto no país. Essa primeira passagem do diretor pela emissora ainda foi marcado pela revolucionária O rebu (1974), por Gabriela (1975) e Saramandaia (1976). De lá ele foi para a Band, mas voltou para deixar a marca dele em Anarquistas, graças a Deus (1984) e na premiada Grandes sertões: Veredas (1985).


Na Manchete, foi responsável pela reativação da produção de dramaturgia. Lá ele fez quatro tramas, entre as quais os sucessos Xica da Silva (1996) e Mandacaru (1997). Como nem tudo são flores, Brida (1998) talvez tenha sido o maior fracasso de Avancini na tevê. O trabalho foi interrompido e o público não soube o fim.


A carreira de Avancini terminou na Globo, para onde voltou e fez duas tramas de Walcyr Carrasco: O cravo e a rosa (2000) e A padroeira, trabalho que marcou a despedida dele.

SAIBA MAIS

 

DNA
O talento para a tevê parece ter passado de pai para filhos. Dos quatro filhos de Walter Avancini, dois trabalham no veículo: a atriz Andrea Avancini e o diretor Alexandre Avancini.

Descobridor de talentos
Nomes hoje reconhecidos na tevê nacional foram lançados por Avancini. Regina Duarte, em A deusa vencida, Sônia Braga, em Gabriela, e Taís Araújo, em Xica da Silva.

No exterior
O diretor assinou duas produções para a televisão estrangeira. A banqueira do povo e A viúva do enforcado, exibidas em 1993 pela RTP e pela SIC, respectivamente.

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