Brasília-DF,
16/DEZ/2017

'Rugrats' comemoram 25 anos na televisão

'Os anjinhos', como era chamado no Brasil, marcou a infância de quem foi criança nos anos 1990

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Publicação:21/08/2016 08:00Atualização:19/08/2016 15:53
 
Alexandre de Paula
Especial para o Correio
 
O desenho apresentava o mundo visto pela ótica de um bebê  (AP Photo/ Paramount Pictures)
O desenho apresentava o mundo visto pela ótica de um bebê
 
 
Parece ontem, mas as fofas criancinhas de Rugrats apareceram na televisão há 25 anos. A série da Nickelodeon estreou em 1991 e apresentava o mundo visto pela ótica de um bebê. No Brasil, o seriado ganhou o nome de Os anjinhos. Criada por Arlene Klasky, Gabor Csupó e Paul Germain, Rugrats estreou ao lado de Ren & Stimpy e Doug, outro clássico que marcou a infância de quem foi criança nos anos 1990. As três atrações formavam o bloco Nicktoon, no canal.
Para apresentar ao público a visão e as descobertas das crianças, o time era composto pelo bebê Tommy Pickles (que comandava o grupo), o irmão mais novo Dil, o primo Chuckie (com 2 anos e grandes óculos) e o casal de gêmeos Lil e Phil. Além deles, completa o elenco a menina Angélica, de 3 anos. A garota é responsável por atormentar a vida dos pequenos.
Com a abordagem proposta, Rugrats fez sucesso tanto com as crianças quanto com os adultos e divertia com as tensões e descobertas dos bebês. A série tratava de questões cotidianas (como a perda de um brinquedo), mas também de questões mais sérias (a morte de familiares, por exemplo).
A maioria das cenas se desenrola quando o elenco adulto, formado pelos pais e parentes das crianças, não está por perto. Os bebês conversam sobre os problemas, fazem planos e se surpreendem em uma linguagem que só eles entendem. As aventuras aconteciam principalmente para se livrar das maldades de Angélica (um anjinho na frente dos adultos, mas um verdadeiro monstro para elas).
O elenco adulto é responsável por críticas ao modo de vida dos pais da época. Alguns desligados e permissivos, outros viciados em trabalho. A série recebeu, porém, críticas de pais que se incomodavam com a representação dos adultos e com a maldade exagerada de Angélica.
Os malfeitos da menina, inclusive, geraram uma ruptura entre a equipe criadora da séria. Arlene Klasky, autora da ideia original, era uma opositora aos excessos no comportamento agressivo da garota. O embate entre ela e o produtor Paul Germain resultou na saída de Germain, depois de 65 episódios.

Teoria macabra

Fãs de teorias da conspiração espalham pela internet que, na verdade, o espantoso mundo dos bebês apresentado por Rugrats não passa de uma farsa. Tudo, segundo a hipótese, aconteceria na mente da vilã-mirim Angélica. Os bebês, por essa teoria, são frutos de sua imaginação. As alucinações da menina seriam provocadas por problemas familiares relacionados ao abandono. Os conspiradores afirmam que uma prova disso seria o fato de que os adultos nunca apareceriam ao lado dos bebês, o que é desmentido em muitos episódios. Até o nome brasileiro da série, Os anjinhos, seria uma justificativa. No entanto, apenas no Brasil o seriado foi batizado assim.


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