Brasília-DF,
20/SET/2017

Regiane Alves está de volta à tevê em dois novos projetos

Depois de um tempo afastada, ela está no elenco da novela 'A lei do amor' e o seriado 'Zózimo'. Nos palcos, está indicada ao prêmio Shell

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Vinicius Nader Publicação:02/10/2016 06:30Atualização:30/09/2016 16:45
Regiane Alves viverá Beth em 'A lei do amor' (Gil Rodrigues/Esp. Aqui BH)
Regiane Alves viverá Beth em 'A lei do amor'

Nos palcos e na tevê aberta. Vai ser mais fácil encontrar a atriz Regiane Alves neste semestre. Isso porque, depois de um tempo dedicado a trabalhos mais curtos e pontuais por causa do nascimento dos filhos João Gabriel e Antônio, ela está de volta e com a corda toda.

No espetáculo Para tão longo amor, de Maria Adelaide Amaral, Regiane vive a jovem poetisa Raquel, que vive um romance tumultuado com o editor, personagem de Leopoldo Pacheco. A performance da atriz, que também é produtora do espetáculo, rendeu a ela a indicação ao prêmio Shell de melhor atriz deste ano. O resultado será divulgado no fim do ano.

“Quando vi meu nome no meio de tanta gente que admiro e que me inspira a me tornar uma atriz melhor, fiquei emocionada. Acredito que prêmios vêm para coroar os momentos grandiosos da carreira de um ator, onde normalmente há mais lutas, perdas do que vitórias. No caso da minha peça em que, além de atuar eu produzo, me deu uma sensação de que estou no caminho certo”, afirmou a atriz em entrevista ao Correio.

Também é pelas mãos de Maria Adelaide Amaral a volta de Regiane às novelas três anos depois de Sangue bom, da mesma autora. Na nova trama das 21h, A lei do amor, ela viverá Beth, personagem que entrará por volta do capítulo 50 para formar um triângulo amoroso com Augusto (Ricardo Tozzi) e Vitória (Camila Morgado). “No início da trama eu estarei morando fora do Brasil e só volto quando o romance dele com a Camila Morgado começar, chego na trama para formar o triângulo”, adiantou Regiane.

A lei do amor será a terceira novela de Maria Adelaide Amaral que contará com Regiane no elenco. Foi como Rosália de A muralha (2000) que ela apareceu para a crítica e para o grande público, apesar de ter feito Fascinação, no SBT, e Meu pé de laranja lima, na Band. “Fiz minha estreia com a Adelaide na Globo fazendo a série A muralha, foi uma grande personagem a Rosália. Mas por agendas conflitantes só conseguimos trabalhar na tevê outra vez na última novela dela, Sangue bom, em 2013. Adelaide ama teatro e arte em geral, ela mesma me disse que ela começou no palco e deve tudo que conseguiu aos deuses do teatro, que a demora para as coisas acontecerem faz parte e que acontece com as pessoas certas e nas horas certas. Ela ficou muito feliz com a nossa montagem, sempre indica para amigos e está por dentro de tudo”, conta a atriz.

Regiane vai alternar a turnê de Para tão longo amor e os capítulos de A lei do amor com a preparação para Zózimo, seriado que a Globo promete para o início do ano. Ela interpretará a prostituta Marli na produção protagonizada por Vladimir Brichta. A atriz se mostra animada com o projeto: “O texto é primoroso. O projeto é ousado, mas instigante. Se passa nos anos 1950, tem suspense, humor e amor. A Marli é apaixonada pelo Zózimo. Não vejo a hora de começar a gravar.”

Autocrítica
Até 17 de outubro, os fãs poderão comparar duas fases de Regiane. É que ela está como a mimada Clara na reprise de Laços de família, no Viva. “Não gosto de me ver. Fico com uma sensação estranha. Vejo como eu era ruim como atriz (risos) e como fui melhorando. Mas rever os amigos lá é muito bom”, disse,
ao Correio.

Família
Discreta, Regiane é casada com João Gomez, filho de Regina Duarte, com quem contracenará novamente, em A lei do amor. Recentemente, ao Programa do Jô, Regiane disse que não consegue “olhar para ela (Regina) como a minha sogra,
mas como uma parceira, uma colega”.

Agora é lei!
Parado no Congresso por seis anos, o Estatuto do Idoso foi aprovado no Congresso devido à pressão da novela Mulheres apaixonadas (2003), na qual Regiane viveu Dóris, personagem que maltratava os avós e do qual a atriz se
orgulha até hoje.

Entrevista // Regiane Alves

O espetáculo Para tão longo amor lhe rendeu uma indicação ao prêmio Shell. Qual é a importância de prêmios na carreira de uma atriz?

Não acreditei quando li. Quando vi meu nome no meio de tanta gente que admiro e que me inspira a me tornar uma atriz melhor, fiquei emocionada. Acredito que prêmios vêm para coroar os momentos grandiosos da carreira de um ator, na qual normalmente há mais lutas, perdas do que vitórias. No caso da minha peça, em que além de atuar eu produzo, e por não ter patrocínio, me deu uma sensação de que estou no caminho certo.

Fale um pouco da sua parceria com Maria Adelaide Amaral, iniciada em A muralha?

Fiz minha estreia com a Adelaide na Globo fazendo a série A muralha. Foi uma grande personagem a Rosália. Mas por agendas conflitantes só conseguimos trabalhar na tevê outra vez na última novela dela, Sangue bom, em 2013. Quando conheci o texto da peça Para tão longo amor, em 2012, já pedi o direito de produzir. Desde então fiquei atrás de patrocínio, mesmo com a lei Rouanet aprovada, mas nada consegui. Depois de esperar 4 anos resolvi produzir com recursos próprios. Adelaide ama teatro e a arte em geral. Ela mesma me disse que começou no teatro e deve tudo que conseguiu aos deuses do teatro, que a demora para as coisas acontecerem faz parte e que acontece com as pessoas certas e nas horas certas. Ela ficou muito feliz com a nossa montagem, sempre indica para amigos e está por dentro de tudo.
 
E de Zózimo, o que vc pode adiantar?
Que vai ser maravilhosaaaaaaa!!!!! O texto é primoroso. O projeto é ousado mas instigante. Se passa nos anos 1950, tem suspense, humor e amor. Faço a Marli uma prostituta dos anos 1950 que é apaixonada pelo detetive Zózimo. Ela é apaixonante. Já amo Marli. Não vejo a hora de começar a gravar.

O mercado de seriados está crescendo no país. Você vê isso como uma ameaça às novelas? Porque?
Não vejo como ameaça e, sim, como amplitude, abertura do mercado. Acredito que estamos seguindo a tendência do que mais estamos consumindo, pelo menos quando se trata de série americana. Estamos nos adaptando ao mercado. Mas acho que por alguns anos as novelas ainda ficarão no mercado. Para mim, novela é como futebol: paixão nacional!

Você está na reprise de Laços da família no Viva. Gosta de se rever? O que sente quando compara trabalhos atuais aos recentes?
Não gosto de me ver. Fico com uma sensação estranha. Vejo como eu era ruim como atriz (risos) E como fui melhorando. Mas rever os amigos lá é muito bom.

Com uma família de famosos você consegue se manter longe dos holofotes de fofoca. Como consegue?
Vivendo a vida mesmo, sem deixar de fazer coisas cotidianas, como levar meu filho à escola, ir ao mercado... Não vou parar a minha vida para sustentar uma fofoca, eu vivo a vida como ela é!

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