Brasília-DF,
23/SET/2017

Relembre a história de Flávio Cavalcanti, um pioneiro na tevê brasileira

A morte do apresentador, que lançou nomes como Alcione e Leci Brandão, completa 30 anos em 2016

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Alexandre de Paula- Especial para o Correio Publicação:09/10/2016 06:30Atualização:07/10/2016 18:40
Flavio Cavalcanti revolucionou a tevê com personalidade forte e opiniões polêmicas (blognotuneldotempo.blogspot.com/Reprodução)
Flavio Cavalcanti revolucionou a tevê com personalidade forte e opiniões polêmicas
 
Carioca, Flávio Cavalcanti estreou na tevê em 1957. No programa Um instante, maestro, da TV Tupi, ele chamou atenção pelo gestual forte e pela maneira  nada delicada de criticar músicas de que não gostava. Cavalcanti foi um dos primeiros a quebrar, em pleno palco, discos que considerava ter baixa qualidade. Apesar da fama de durão, ele foi um dos responsáveis por lançar Alcione, Emílio Santiago e Leci Brandão. A morte do apresentador completou 30 anos em 2016.
 
O constante e agressivo tirar e pôr dos óculos, junto com o bordão “Nossos comercias, por favor”, também virou marca registrada de Cavalcanti. Antes de entrar na tevê como apresentador, ele foi bancário, repórter de jornal impresso e de televisão.
 
A grande chance foi outro marco na carreira de Cavalcanti. Show de calouros que estreou em 1967, o programa revelou grandes nomes da música brasileira ainda no início da carreira.
 
Emílio Santiago, Alcione e Leci Brandão foram alguns dos artistas apresentados por A grande chance. No júri, Nelson Motta, Leila Diniz, Danusa Leão, entre outros, ajudavam a eleger os melhores candidatos.
 
Durante a carreira, Cavalcanti cultivou muitos fãs, mas também diversos desafetos. Lembrado por opiniões polêmicas e conservadoras, ele foi acusado de apoiar o regime militar vigente no período após 1964. Isso não impediu, porém, que ele escondesse em sua casa a atriz Leila Diniz, perseguida pelos militares, nem que tivesse o programa suspenso pela censura por sessenta dias por conteúdo “vulgar”.
 
Cavalcanti permaneceu no ar, na TV Tupi, até 1980. Depois, passou pela Bandeirantes, SBT e Rádio Gazeta. Em maio de 1986, passou mal na gravação de seu programa e morreu quatro dias depois, com 63 anos, por problemas cardíacos.

Saiba mais 

Raul Seixas
Cavalcanti ganhou uma citação na música Tu és o MDC da minha vida, de Raul Seixas. “Nada me interessa nesse instante nem o Flávio Cavalcanti, que ao teu lado eu curtia na TV”, diz a letra.

Livros
O apresentador virou tema de dois livros. Um instante, maestro! (de 1993), da jornalista Léa Penteado, e Nossos comerciais, por favor, da historiadora Lucia Barbosa de Oliveira (de 2001)

Compositor
Cavalcanti também se arriscou na composição de algumas canções,  como Mancha de batom, Manias (gravada por Dolores Duran) e Isso deu samba (cantada pela cantora Maysa)



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