Brasília-DF,
21/OUT/2017

Coluna Spoiler: Com licença, mas precisamos falar sobre Lorrane

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Adriana Izel Publicação:06/11/2016 06:28Atualização:04/11/2016 17:53
Dallas
Dallas


Talvez você, leitor, não saiba ou não se lembre. Mas antes de mim essa coluna teve outros dois donos. A primeira foi Lorrane Melo. A coluna foi criada pra ela. Era a cara dela. Aqui ela deixava todo seu bom humor, trocadilhos e piadas muito bem boladas sobre o seu amor pela televisão.

Lorrane nos deixou no último dia 2. Não resistiu a uma parada cardíaca. E entre tantas coisas que me vieram à mente, como nossas conversas e momentos juntas, consegui sentir orgulho de saber que pelo menos aqui, nesta coluna, estarei sempre trilhando um caminho por ela.

Claro que sem a maestria e a criatividade tão latente da cabeça de Lorrane, porque como ela, só ela mesma. Ela era única nas sacadas e isso fará uma falta enorme. Quem vai comentar os reality shows e as premiações no Twitter? Com quem dividirei minha admiração pelas séries que ninguém vê ou tem vergonha demais de admitir? Desculpe, mas parece que esse cargo sobrou para você, leitor.

Sei que essa é uma coluna não esperada. E peço desculpas, pois hoje não terá as novidades da tevê e nem a campanha #umaserienovaacada15dias. Hoje vai ter uma lista com as séries que a minha amiga Lolo amava.

1. This is us. Já falei aqui do meu encantamento por essa série. Lorrane dividia isso comigo. A gente achava que era a melhor série do momento, que era pra chorar, para contestar as atitudes dos personagens e logo depois amá-los. No primeiro episódio, a série deixa uma mensagem: é importante fazer “limonadas com os limões que a vida nos dá”. Lolo fez isso durante seus 26 anos de vida.

2. Dallas. Creio que eu e Lorrane fazíamos parte da pequena parcela de fãs do remake da série. A gente se dividia na escolha entre Jon Ross Ewing III e Cristopher e odiava demais a namorada deles, Elena. Quando o ator do JR (o pai) morreu, a gente ficou mal. Quando a série fez um episódio em homenagem a ele, eu chorei de soluçar. Envergonhada, mandei mensagem para Lorrane, que disse que tudo bem, ela também havia feito a mesma coisa. Eu estava autorizada a sofrer a morte de JR.

3. Superstar. Na verdade aqui pode caber qualquer reality: BBB, Masterchef, The voice e The X factor... Ela era a comentarista oficial. Amava os participantes estranhos, adorava um barraco e admirava essa realidade louca. Na verdade, ela parecia ter nascido para estar num reality vivendo essas loucuras, principalmente se fosse ao lado de seu clã favorito em Keep up with the Kardashians.

Revenge
Revenge


4. Revenge. A gente amava demais essa Avenida Brasil americana. Mas depois, eu cansei. Ela insistiu para eu terminar, mas eu nunca consegui, como aquelas coisas que a gente faz diariamente de “deixar para depois”. Esses depois que, no fim, não acontecem. Mas fica aqui a promessa, vou me esforçar para ver o desfecho de Revenge.

Espero que no lugar em que estiver, Lorrane tenha uma tevê e acesso à Netflix, porque eu estarei aqui assistindo às séries imaginando que ela também estará e tentando prever (talvez, sem muito sucesso) o que ela acharia e falaria. Porque as séries, elas sempre vão me lembrar Lorrane Melo.

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