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20/SET/2017

Confira entrevista com a atriz Michelle Batista, de 'O negócio'

Michelle falou sobre sua carreira na tevê e as confusões com sua irmã gêmea, a também atriz Giselle Batista

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Vinicius Nader Publicação:27/11/2016 06:30
A atriz afirma que as séries de tevê são uma 'tendência de mercado' (Melina Tavares Comunicação/Divulgação)
A atriz afirma que as séries de tevê são uma 'tendência de mercado'

Carolina Dieckmann, Cauã Reymond, Bruna Hamú. São muitos os atores que começaram em Malhação para depois ganhar outras telas e palcos. Foi assim também com Michelle Batista, atriz que começou como Clarice na temporada de 2007, passou por novelas como Saramandaia (2013) e filmes como A suprema felicidade (2010). Atualmente, ela se dedica mais às séries, futuro da dramaturgia na tevê, segundo a atriz. Na terceira temporada de O negócio, da HBO, ela volta a ser a prostituta Magali e na segunda temporada da web série franco-brasileira Hora de perigo, ela é a apresentadora Anita.

Irmã gêmea da também atriz Giselle Batista, que atualmente pode ser vista como Isadora na reprise de Cheias de charme no programa Vale a pena ver de novo, na Globo, Michelle conta que as confusões entre as duas acontecem desde a infância em São Gonçalo (RJ). As divertidas histórias das duas passam também por reações de fãs, que falam com uma achando que é a outra. Confira uma entrevista com Michelle.

Você passou por Clandestinos e também por Malhação, duas produções consideradas reveladoras de talento. Como foram essas experiências? Realmente serviram como trampolim pra sua carreira?
Malhação é, muitas vezes, a porta de entrada de jovens atores na televisão. E comigo não foi diferente, foi minha primeira experiência com as câmeras. Eu já trabalhava como atriz no teatro, mas era importante para minha carreira explorar esse novo universo do audiovisual. Malhação é um seriado no qual os jovens são os protagonistas, então a demanda de cenas e desafios é enorme. Já o Clandestinos foi maravilhoso porque uniu o teatro, que eu sempre fiz e amo, com a televisão. Começou como uma peça e os personagens evoluíram para história na tevê. Sempre fui fã do João Falcão e ter feito parte desse projeto com ele foi muito especial pra mim.

Sua irmã gêmea também é atriz. Pode contar alguma coisa engraçada que tenha acontecido com fãs ou nos bastidores por conta da semelhança entre vocês?
O que geralmente acontece é alguém me elogiar pela Isadora de Cheias de charme, ou a pela Duda de A regra do jogo, personagens que a Giselle interpretou. E vice-versa. Ela sempre me fala que alguém a parou pra falar da Magali de O negócio também. Geralmente eu explico, mas, às vezes, é tão rápido que não dá tempo (risos).

Foi por causa dessas confusões que você mudou o visual?
A gente gosta de usar visuais diferentes, mas isso não é uma regra. Acabo mudando muito pelos personagens, e ela também. Mas inevitavelmente a gente fica mais parecida em alguns momentos. Acho divertido mudar, não tenho muitos pudores com isso, e a Gi, também não. Acaba sendo divertido.

Em O negócio, você interpreta uma garota de programa. Como se preparou para as cenas quentes? Teve algum tipo de pudor?
A primeira temporada é sempre mais difícil porque a gente ainda não tem noção de como será o trabalho final. É claro que cenas com sexo e nudez são mais delicadas, mas, se eu acreditar na história e na personagem, não tenho pudor, não. Difícil seria ficar nua pra contar uma história ruim. Já filmei três temporadas e confio plenamente nos roteiristas e diretores —  tenho sempre a segurança de que as cenas serão elegantes e bem-filmadas. Hoje em dia eu me preocupo mais em deixar à vontade o ator que vai fazer a cena comigo porque, na maioria das vezes, ele não conhece a equipe, mal me conhece e fica numa situação mais desconfortável que a minha.

Como é sua personagem em Hora de perigo
Eu interpreto a Anita, uma apresentadora de tevê. Foi uma delícia participar desse projeto! A história é protagonizada por Augusto Madeira, um ator que eu adoro e nunca havia tido a oportunidade de trabalhar. A série conta a trajetória de um ex-policial que vira apresentador de um programa de tevê sensacionalista. Fui super bem-recebida por toda equipe. Foi uma série feita para a plataforma Studio+, um aplicativo com séries filmadas pra celular que acaba de ser lançado no Brasil. É um projeto incrível com produção francesa e brasileira.

Sua carreira na televisão tem mais participações em séries e minisséries do que em novelas. Acha que essa é uma tendência da tevê brasileira?
Não é à toa que tenho feito tantas séries. É com certeza uma tendência do mercado que cada vez mais pede um serviço de streaming. As pessoas querem assistir a programas no celular, no tablet, na hora que desejarem, e as séries, por serem mais curtas, acabam conquistando um grande público. Para nós, atores, é uma oportunidade incrível de contar boas histórias, seja na internet, seja na tevê aberta, seja tevê a cabo. O Brasil tem feito séries que em nada deixam a desejar das produções internacionais. Prova disse é que O Negócio é sucesso em mais de 20 países, incluindo os Estados Unidos, de onde a gente sempre importou seriados.


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