Brasília-DF,
19/NOV/2017

Relembre um dos maiores carnavalescos do carnaval brasileiro

Joãosinho Trinta foi responsável por famosos enredos carnavalescos

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Publicação:26/02/2017 06:15Atualização:24/02/2017 13:18
Joãosinho Trinta recebeu o título de cidadão honorário de Brasília, onde residiu até o ano de sua morte
 (Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Joãosinho Trinta recebeu o título de cidadão honorário de Brasília, onde residiu até o ano de sua morte

 
O carnaval finalmente chegou! Nesta época, não é possível deixar de falar sobre João Clemente Jorge Trinta, o famoso Joãosinho Trinta. O carnavalesco maranhense foi responsável por oito vitórias das escolas de samba que comandou e foi a mente por trás de animados e elogiados enredos. O luxo era intrínseco ao trabalho dele, que, ao ser questionado sobre isso, deu uma resposta marcante: “O povo gosta de luxo. Quem gosta de miséria é intelectual”.
 
Joãosinho começou a carreira na área pelo Salgueiro, em 1961, no cargo de segurança. Foi apenas em 1973 que assumiu a função de carnavalesco. Eneida: Amor e fantasia, foi o primeiro enredo produzido por ele, com a participação da artista plástica Maria Augusta. O sucesso o acompanhou desde o início, e o título de campeão permaneceu com ele durante os dois anos seguintes, por mérito dos enredos O rei da França na ilha da assombração e O segredo das minas do rei Salomão, respectivamente.
 
Após divergências com a diretoria salgueirense, Trinta foi para a escola de samba Beija-Flor de Nilópolis e criou enredos que garantiram vitória em 1976, 1977, 1978, 1980 e 1983, além dos vice-campeonatos em 1979, 1981, 1985, 1986 e 1989. Também atuou na Império da Tijuca e na Acadêmicos da Rocinha, pelas quais também foi vencedor.
 
Entre os enredos mais marcantes da carreira dele estão os polêmicos Sonhar com rei dá leão (1976), que fala sobre o jogo do bicho, e Ratos e urubus, larguem a minha fantasia (1989) —  em que o carnavalesco levou ao desfile uma imagem do Cristo Redentor caracterizado como morador de rua, que foi censurada e acabou sendo coberta.
 
Após sofrer dois AVCs, em 2006, Joãosinho Trinta veio a Brasília para receber tratamento. No ano seguinte, apadrinhou o carnaval do Distrito Federal.  O carnavalesco morreu em 17 de dezembro de 2011, em São Luís.
 
A história do maranhense foi tema de produções audiovisuais, como o documentário A raça síntese de Joãosinho Trinta, de Paulo Machline e Giuliano Cedroni, e o filme Trinta, também é dirigido por Machline.
 
Matheus Nachtergaele deu vida a Joãosinho Trinta nas telas, com atuação que recebeu elogios da crítica. A cinebiografia Trinta retrata o período dos anos 1960 a 1974, desde a mudança do maranhense para a capital do Rio de Janeiro.

Curiosidades

  

Realizado
Quando se mudou para o Rio de Janeiro (RJ), Trinta realizou o senho de ser bailarino no Teatro Municipal.

Cabalístico
Para ele,  tudo podia ser explicado com os números 1, 3 e 7. Por isso, repetia a fórmula nos enredos: “um desfile, três partes, sete aspectos”.

Com “s”
Por acreditar em numerologia, o carnavalesco assinava o próprio nome com S.

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