Brasília-DF,
21/ABR/2018

Estreia da semana, 'Severina' é um drama romântico de Felipe Hirsch

A protagonista do filme, interpretada pela argentina Carla Quevedo, rouba livros

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Ricardo Daehn Publicação:13/04/2018 06:00

Ana tem  apreço especial por livros, apesar da era digital em que vivemos (Reprodução/Internet)
Ana tem apreço especial por livros, apesar da era digital em que vivemos

 

No drama de época A menina que roubava livros pesava uma faceta densa em que a protagonista trazia o dom de compartilhar o poder da literatura. Sem o orçamento astronômico daquele filme, e com abordagem contemporânea e bem menos impactante, o diretor Felipe Hirsch arrisca trazer às telas uma outra menina destinada a roubar livros. Ana (Carla Quevedo) transtorna a mentalidade do livreiro interpretado por Javier Drolas (Medianeras), em Severina, nome do filme que estreia nesta semana.

 

Derivado do romance homônimo do guatemalteco Rodrigo Rey Rosa, Severina encoraja a quebra de barreiras entre real e imaginação, um detalhe bem reproduzido no clima da fotografia assinada pelo português Rui Poças.

 

Os encontros pessoais pesam e acalentam, quando representada a rotina do livreiro, afundado numa loja uruguaia sem muito movimento. Em plena era digital, ele segue dando pequenos socos em ponta de faca — mas com clientela fiel.

 

Verdadeira incógnita — e no pedestal de musa —, Ana tem muito mistério a demonstrar. Partindo de coloquial (e bem confeccionado) rótulo de drama romântico, Hirsch arrisca sair da reta, enveredando por um andamento etéreo à la Hector Babenco (de O passado e Coração iluminado, em especial). 

 

 

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