Brasília-DF,
17/DEZ/2018

'Tinta bruta' foi destacado no Festival de Berlim como melhor obra do tema LGBT

Quem assina o filme é a dupla Filipe Matzembacher e Marcelo Reolon, de 'Beira-mar'

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Ricardo Daehn Publicação:07/12/2018 06:01

Para os seguidores, Pedro é o Garoto Neon (Avante Filmes/Divulgação)
Para os seguidores, Pedro é o Garoto Neon

 

Grosso modo, a disputa de território move o longa Tinta bruta, filme que dá sequência na parceria entre os diretores Filipe Matzembacher e Marcelo Reolon, depois de Beira-mar (2015). 

 

Descrito como alguém "incapaz" de fazer amizades, Pedro (Shico Menegat, uma revelação) domina o campo virtual, contornando a solidão e a falta de grana, a partir de shows assistidos por pessoas anônimas como o fã intitulado Casado observador.

 

Realçada por uma música bastante apropriada e original, a narrativa dá a devida importância ao registro bastante atual de existências achatadas pelo conservadorismo. 

 

O filme consegue equalizar um universo gay que gera reflexão: Pedro tem o protagonismo travado, pelos desdobramentos de um acerto de contas com a sociedade que lhe delimitou uma vida repleta de perseguição.

 

Uma direção de arte inspirada e atores entregues (com destaque para o coadjuvante Bruno Fernandes, o Guri 25) fazem de Tinta bruta um bom exemplar da expressão da diversidade sexual no cinema.  

 

 

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