Brasília-DF,
16/JUL/2019

Arte como cura: Trama canaliza trauma para as artes em 'Inocência roubada'

O longa exorciza um drama pessoal

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Ricardo Daehn Publicação:12/07/2019 06:03Atualização:11/07/2019 18:13
Cyrille Mairesse: a pequena Odette, na trama de 'Inocência roubada' (AgenciaFebre/Divulgacao)
Cyrille Mairesse: a pequena Odette, na trama de 'Inocência roubada'
 
Reservado para a mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes, o longa Inocência roubada, de estreia da dupla Andréa Bescond e Eric Métayer exorciza um drama pessoal de Bescond: abusada na infância, canalizou o trauma para uma espécie de renascimento na esfera das artes. A partir da criação de uma peça de teor muito pessoal — em que dança para se reencontrar como pessoa e superar dores —, Bescond investiu na personagem Odette.

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Assumindo um papel capaz de revolver o estômago do público, Pierre Deladonchamps (de Um estranho no lago) encara o personagem Gilbert, o sociopata que explora, sexualmente, a menina Odette. Karin Viard (de A família Bélier), eleita melhor coadjuvante no prêmio César, dá vida a algo displicente Mado, mãe de Odette. Original, o roteiro foi adaptado dos palcos com recursos, em certa medida, inovadores. Além das danças, recheadas de potência (quase no impacto de um musical), sobressaem-se Carole Franck, no papel da psicóloga, e uma singela e válida homenagem ao dançarino Rudolf Nureyev (morto em 1993).





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