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21/OUT/2017

Sequência de Monstros S/A diverte, mas não se equipara a grandes produções

Universidade Monstros mostra como Mike Wazowski e James P. Sullivan, do primeiro filme, se conheceram quando ainda estudavam para serem monstros

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Olívia Florência Publicação:21/06/2013 06:00Atualização:21/06/2013 10:21
O novo filme estrelado pelas simpáticas criaturas volta ao começo de tudo e dispensa lições de moral (Disney Pixar/Divulgação)
O novo filme estrelado pelas simpáticas criaturas volta ao começo de tudo e dispensa lições de moral

Os monstros da Pixar voltam aos cinemas em um filme que diverte — e só, sem grandes pretensões, algo incomum ao padrão de qualidade do premiado estúdio de animação norte-americano. Universidade Monstros mostra como Mike Wazowski e James P. Sullivan, o Sulley, do anterior Monstros S/A., se conheceram ainda quando eram educados para serem monstros.

A primeira grande diferença é a ausência do personagem humano. No primeiro filme, de 2001, Mikey e Sulley contracenavam com a pequena Boo. Nessa sequência, a interação fica por conta apenas dos monstros, cujo universo é mostrado de forma ainda mais profunda com a Universidade Monstros — ou UM, como os estudantes a chamam. E o filme mostra bem esse cenário divertido e lúdico de “gente” colorida e com todos os biotipos possíveis e imagináveis.

Como se sabe pela parte um, os sustos são a energia elétrica do mundo dos monstros. Todos sonham com a profissão de assustador, muito prestigiada e, por isso, o curso da Faculdade de Sonhos da UM é concorrido.

O filme apela para alguns estereótipos dos filmes norte-americanos sobre universidade: Mikey é um cara estudioso que sempre sofreu bullying por ser pequeno e ter a aparência nem um pouco assustadora. Entrou na UM com muito esforço e dedicação. Sulley vem de família de assustadores famosos e conseguiu o que quis pela grife do nome e pelo visual grande e ameaçador, sem esforço.

Em risco de serem expulsos e, apesar de não mostrarem a menor simpatia um pelo outro, eles unem forças para vencer jogos universitários e retornar ao programa especial que forma assustadores. Para participar dos jogos, precisam de uma fraternidade e acabam entrando na de perdedores — outra conhecida característica de obras sobre estudantes ianques.

O filme acompanha as aventuras de um Mike mais novo (Disney Pixar/Divulgação)
O filme acompanha as aventuras de um Mike mais novo
Apesar de todos os clichês, o filme não recorre à conhecida máxima de “o esforço faz tudo ser possível”. Ele mostra que o trabalho duro é importante, mas precisa ser acompanhado de algum talento, e que sonhos podem ser adaptados à vida real e às suas possibilidades. É uma lição interessante e rara nos filmes infantis, que atualmente entraram numa onda de moralismo que chegou à exaustão.

Universidade Monstros não chega perto do estelar o time de filmes geniais da Pixar, como a tríade Toy Story, Ratatouille, Up! ou Procurando Nemo, para citar alguns. A obra tem bons momentos e rende algumas risadas, mas não há cenas engraçadas ou emocionantes o suficiente para que ela fique para a posteridade.

Se a falta de humanos tira um pouco da identificação do espectador com os personagens, a história de superação nos faz se apegar à causa e torcer pela dupla que tem tudo para perder — detalhe sempre ressaltado pela aterrorizante reitora da UM, que expulsou os dois, mas garantiu a volta caso ganhassem os jogos. Subitamente, você se vê totalmente envolvido na saga de Mike e Sulley para conseguirem voltar ao programa especial. Mesmo sem o brilho característico da Pixar, o filme se destaca pela saga de companheirismo, cheia de altos e baixos.

Confira o trailer do filme

    • 21/06/2013
    • Cinema - Confira fotos do filme Universidade monstros
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