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25/JUL/2017

Franquia Piratas do Caribe completa uma década nesta terça-feira

Lançado em 9 de julho de 2003, A maldição do pérola negra dava início a uma das franquias mais rentáveis da indústria cinematográfica

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Diário de Pernambuco Publicação:08/07/2013 11:00Atualização:08/07/2013 11:37

 (Buena Vista Pictures / Walt Disney Studios)

"Sou o capitão Jack Sparrow". Se o sino não tocou e você ainda não sabe de quem se trata, o rum e alguns dias no mar podem ajudar. A frase é repetida em uma das franquias mais rentáveis da indústria do cinema, Piratas do Caribe, que completa dez anos de lançamento nesta terça-feira (9). O primeiro longa A maldição do pérola negra, filme dos estúdios Disney dirigido por Gore Verbinski e produzido por Jerry Bruckheimer (CSI, The Rock, Armageddon, Pearl Harbor), chegava aos cinemas norte-americanos em 9 de julho de 2003.

O pirata Jack Sparrow, protagonista da trama, deu nova proporção à carreira de Johnny Depp (Edward mãos de tesoura, A fantástica fábrica de chocolate e Alice no país das maravilhas). Depp, aliás, completou 50 anos no último mês de junho.

Com R$ 1,7 bilhão arrecadado em bilheteria no Brasil, o filme narra a história do capitão Jack Sparrow (Depp). Ao lado dele, o ferreiro William Turner (Orlando Bloom), que quer salvar sua amada, a filha do governador de Port Royal, Elizabeth Swann (Keira Knightley). Ela foi raptada por piratas, que sitiaram Port Royal, cidade portuária na Inglaterra do século 17, comandados pelo capitão Hector Barbossa (Geoffrey Rush).

Até aí o enredo soa como o de um filme épico, com direito a triângulo amoroso, mocinhos, vilão impiedoso, e um possível final feliz. Mas no longa que completa 10 anos, se vê de tudo, até mesmo zumbis. Parte de tanta versatilidade se deve à atuação de Depp, que dá vida a um pirata excêntrico, longe dos clichês e inspirado no guitarrista Keith Richards, que até faz participação especial como pai de Jack, nos terceiro e quarto filmes da franquia.

Destaque ainda para a trilha sonora impactante assinada por Hans Zimmer (O rei leão, Gladiador, Batman - O cavaleiro das trevas). Ganhador do Oscar de Melhor Trilha Sonora Original por O rei leão, em 1995, bem como, de dois Globos de Ouro, um também pela animação da Disney e outro por Gladiador, na mesma categoria, Zimmer imprime ritmo à narrativa, com sonoridade marcada por metais e ruídos produzidos por sintetizadores.

Com uma aprovação de quase 80% da crítica especializada, o filme rendeu a Depp reconhecimento público e da academia. Além de abocanhar premiações, pela sua atuação, no Empire Awards e MTV Movie Awards, o ator foi indicado ao Globo de Ouro, Bafta e Oscar de Melhor Ator no ano seguinte ao lançamento do longa. O filme, por sua vez, foi indicado à Melhor Maquiagem, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, Melhores Efeitos Visuais também no Oscar. Levou o Bafta de Melhor Maquiagem, o Saturn Awards de Melhor Figurino e o People's Choice Awards como filme favorito do público.

Na sequência, vieram Piratas do Caribe: O baú da morte (2006), Piratas do Caribe: No fim do mundo (2007) e Piratas do Caribe: Navegando em águas misteriosas (2011), que juntos somam mais de US$ 3,7 bilhões. Vale ressaltar, que o último filme, no qual Depp arrematou cerca de US$ 56 milhões de cachê, não contou com a direção de Gore Verbinski, mas sim de Rob Marshall (Chicago e Memórias de uma gueixa).

Segundo informações do tablóide britânico The Sun, Depp deve receber aproximadamente R$ 190 milhões para voltar ao papel de Sparrow, no quinto capítulo da franquia, com filmagens previstas para início de 2014 e estreia em meados de 2015. Ainda sem título, a nova produção conta com direção dos noruegueses Joachim Roenning e Espen Sandberg (Bandidas), indicados ao Oscar, neste ano, de Melhor Filme Estrangeiro por Kom-Tiki.

O roteiro será assinado por Jeff Nathanson, de Prenda-me se for capaz e Indiana Jones e o reino da caveira de cristal, e a continuação pode contar com a volta de Penélope Cruz ao elenco, como a astuciosa Angelica Teach.

Alguns temas tratados em Piratas do Caribe:
- Acordos e barganhas, principalmente entre autoridades e piratas/corsários, prática comum no período onde se passa a história.

- Imortalidade; criaturas sobrenaturais como zumbis, sereias, monstros
marinhos e divindades em forma humana; rituais macabros; purgatório x salvação.

- Amor eterno e desilusões amorosas.

- Colonização, em especial britânica e espanhola, dos séculos dezessete e dezoito.

- Lealdade e trapaças.

Saiba Mais
Piratas do Caribe: A maldição do pérola negra só estreou, no Brasil, mais de um mês após o lançamento nos EUA: 29 de agosto de 2003

A saga Piratas do Caribe é inspirada numa atração homônima de um dos parques temáticos de Walt Disney, na Flórida.

Os atores Hugh Jackman e Matthew McConaughey eram cotados para interpretar o excêntrico Jack Sparrow, definido por Jerry Bruckheimer como um "Burt Lancaster Pirata". Mas, no final das contas e hoje para a alegria da maioria, o papel ficou com Johnny Depp.

Piratas do Caribe: O baú da morte figura atualmente como a décima maior bilheteria da história do cinema, com expressivos US$ 1.066.896.541. O filme fica atrás apenas de produções como O senhor dos anéis: O retorno do rei (US$ 1,1 bi); Transformers: O lado oculto da lua (US$ 1,12 bi); Harry Potter e as relíquias da morte: parte 2 (US$ 1,3 bi); Titanic (US$ 2,1 bi); Os vingadores (US$ 1,5 bi) e Avatar (US$ 2,7 bi).

As gravações dos filmes foram realizadas nas ilhas de São Vicente e Granadinas, no Mar do Caribe, mas também num estúdio, em Los Angeles (EUA). A batalha entre os navios Pérola Negra e Interceptor é produto de imagens das embarcações montadas em docas, com outras geradas por a computação gráfica. O Interceptor, por sua vez, é uma réplica em tamanho real do Lady Washington, navio do século dezoito.

 

O segundo e terceiro filmes foram rodados simultaneamente e suas estreias distam apenas de um ano.

 

O músico Keith Richards encarna o pai de Sparrow no terceiro e quarto filmes da série, e serviu de inspiração para Depp criar o seu personagem.

 

Piratas do Caribe: No fim do mundo foi lançado em 769 salas do Brasil, com 679 cópias, em 2007. À época, se tornou o maior lançamento da Disney nos cinemas brasileiros da história. Penélope Cruz estava grávida do primeiro filho, Leonardo, fruto do casamento com o ator Javier Bardem (007 - Operação Skyfall), quando gravou Piratas do Caribe: Navegando em águas misteriosas, em 2011.

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