Brasília-DF,
16/DEZ/2017

"O concurso" fica preso a uma aventura cansativa que arranca poucas risadas

O filme tenta alcançar o humor nonsense, tão marcante na série "Se beber, não case", mas não consegue, muito por conta do roteiro

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Luiz Prisco Publicação:19/07/2013 06:00Atualização:19/07/2013 12:47

Se o longa dirigido por Pedro Vasconcelos se chamasse Se beber, não faça concurso, não seria nenhuma grande surpresa. O filme conta a história de quatro rapazes que tentam ser aprovados em uma seleção para juiz federal e, às vésperas da prova, acabam envolvidos em uma série de eventos desastrosos, que envolvem drogas, drag queens e anões traficantes. Mesmo assim, o resultado é uma cansativa série de eventos que arrancam parcas risadas dos espectadores.

O filme roda em torno de quatro personagens que remetem a estereótipos brasileiros: o gaúcho com tendências gay, o caipira tímido e virgem, o nordestino devoto e, por fim, o carioca malandro (que surpresa, não?). Dispostos a qualquer coisa para passar no concurso, eles tentam comprar o gabarito do exame, mas se colocam em uma espiral de acontecimentos inusitados.

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Com um festival de piadas óbvias e um roteiro que permite ao mais inocente espectador adivinhar rapidamente o desfecho, O concurso consegue alguma sobrevida no carisma dos personagens. Rogério Carlos, caricato gaúcho interpretado por Fábio Porchat, tem cenas engraçadas, sobretudo por conta do talento e dos trejeitos do comediante. Estreando na telona, Sabrina Sato interpreta Martinha Pinel, que possui poucas falas e uma cena de sexo.

O filme tenta alcançar o humor nonsense, tão marcante na série Se beber, não case, mas não consegue, muito por conta do roteiro. Assim como os personagens, ele se apoia em lugares-comuns e fica previsível. A cena final deixa a fragilidade do roteiro tão evidente que nem mesmo a brincadeira do diretor é capaz de despertar alguma emoção. Isso sem falar em chavões como um sonoro: “Eu acredito no amor”.

Apesar das falhas gritantes, O concurso não deve fracassar nas bilheterias. Isso porque o longa se encaixa em uma extensa lista de comédias que têm dominado o cinema nacional e, graças ao apelo de atores/humoristas em evidência, conquistado popularidade.

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