Brasília-DF,
16/AGO/2017

Filme Renoir registra fase derradeira do pintor e não apenas núcleo familiar

A narrativa não pretende riscar as linhas de uma biogafia inteira

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Yale Gontijo Publicação:26/07/2013 06:20Atualização:25/07/2013 14:26

Christa Theret e Michel Bouquet no filme Renoir  (Europa Filmes/Divulgação)
Christa Theret e Michel Bouquet no filme Renoir

É verão de 1915 na Riviera Francesa. O calor escaldante piora a sensação térmica ante os despojos da guerra contra os alemães. Com as pinceladas cada vez mais comprometidas pela atrite, Pierre-Auguste Renoir segue criando telas em série. A narrativa de Renoir não pretende riscar as linhas de uma biogafia inteira, fechando-se no núcleo familiar do pintor e nas empregadas agregadas a casa. É o registro da fase derradeira de Renoir, quando preferia o escapismo das cenas da vida campestre às imagens do conflito bélico (o ator Michel Bouquet fez do seu compromisso com o personagem um tocante retrato da terceira idade).

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O menino Claude (Thomas Doret) continua em companhia do pai. Os filhos mais velhos, Pierre e Jean, estão nos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial. Quando Jean, o herdeiro do meio volta para casa, convalescendo de uma ferida de guerra, precisa lidar com o local vazio após a morte da mãe, Aline Charigot, e com o agravamento da doença do pai. O desconforto é substituído pela visão da modelo Andrée Heuschiling (a bela Christa Theret) pousando nua para o pai pintor. O futuro cineasta de A grande ilusão (1937) e A regra do jogo (1939) apaixona-se pela jovem atriz. Em analogia franca à arte pictórica, o fotógrafo Ping Bin Lee cria o impressionismo em movimento como imitação à luz das telas do pintor.

 

 

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