Brasília-DF,
20/NOV/2017

Os sabores do palácio retrata história real de cozinheira de presidente francês

Exibido há três meses e meio no Festival Varilux, o longa é convincente, no retrato romanceado de Danièle Delpeuch, amiga da célebre Julia Child

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Ricardo Daehn Publicação:23/08/2013 06:05Atualização:23/08/2013 14:34
O filme é romanceado na história de Danièle Delpeuch, amiga da célebre Julia Child, que serviu ao ex-presidente François Mitterrand (Festival Varilux/Divulgação)
O filme é romanceado na história de Danièle Delpeuch, amiga da célebre Julia Child, que serviu ao ex-presidente François Mitterrand
Uma lacuna tremenda, como a de um prato vazio, usado e posto de lado. Aliás, mais do que um vácuo, Os sabores do palácio poderia convidar a dois dissabores: protagonista, a chefe de cozinha Hortense Laborie (Catherine Frot, de Em fuga), ao longo da trama, deixa dois postos, nos quais exerce a máxima de prender a muitos, pelo estômago. "Meu trabalho era um trabalho na sombra", admite em dado momento do longa comandado por Christian Vicent. Nada petulante, Hortense é uma presença se impõe, naturalmente, como um gosto adquirido. A missão de servir ao presidente da França, no Palácio do Eliseu (residência da autoridade), vista em flashback, antecede ao cotidiano na vaga de funcionária da Base de Alfred Faure (em porção francesa da Antártida).

Exibido há três meses e meio no Festival Varilux, o longa é convincente, no retrato romanceado de Danièle Delpeuch, amiga da célebre Julia Child (interpretada nas telas por Meryl Streep), que serviu ao presidente François Mitterrand. Trutas, salmão, cogumelos e linguado recheiam o roteiro, junto com cardápios elaborados de uma beleza que engole as telas de cinema. "Comeu, com prazer…. Parece", detecta um dos assessores do líder de governo, num comentário sobre o presidente, na fita em que não pesa tanto a carga protocolar da função de Hortense. Quebradas as deferências iniciais, o presidente (interpretado por Jean d’Ormesson) sublinha o pedido: "Faça comidas simples".

Sem toque piegas, Hortense (com o brilho da luminosa Catherine Frot, indicada ao César de melhor atriz) tem fundamentada identidade junto ao estadista. "Pessoalmente, é a adversidade que me mantém de pé", compactua o presidente, com traço conhecido por Hontense. Indo além da alta gastronomia e de dados do caráter da agitada e prática cozinheira, o diretor Christian Vicent acha espaço para discutir machismo, com a pequenez na postura de Pascal Lepiq (Brice Fourmier), que encampa atitude de adversário, como chefe mais antigo do palácio.

Confira o trailer do filme "Sabores do Palácio"

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