Brasília-DF,
25/JUN/2017

Duas idades e histórias raciais marcam drama português Tabu, de Miguel Gomes

O filme divide-se em dois - a morte de Aurora inicia o nascimento de outra história: o testemunho de um crime narrado pelo senhor Ventura

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Yale Gontijo Publicação:30/08/2013 06:01Atualização:29/08/2013 18:10
A idosa Aurora (Laura Soveral): protagonista é mostrada no fim da vida e na juventude (Espaço Filmes/Divulgação)
A idosa Aurora (Laura Soveral): protagonista é mostrada no fim da vida e na juventude
São muitas as razões para acreditar que o filme português Tabu seja sobre testemunho. Observamos os últimos dias de vida da idosa Aurora (Laura Soveral). Como o filme do cineasta Miguel Gomes (Aquele querido mês de agosto, de 2008), divide-se em dois — a morte de Aurora inicia o nascimento de outra história: o testemunho de um crime narrado pelo senhor Ventura (Henrique Espírito Santo).

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Nele, Aurora é de novo uma mulher jovem, herdeira de um colono português na África, crescendo cercada de empregados de pele negra e dos cuidados do marido branco. O termo tabu abarca o comportamento inaceitável ou proibido em uma determinada sociedade. E, então, se apresenta o testemunho de um romance proibido, nascido fora do casamento.

Talvez Tabu não se refira ao amor natimorto. Quem sabe seja sobre o desaparecimento do colonialismo no século 20 e suas consequências para a Europa. Mas essas coisas não são ditas. São impressões sobre um roteiro de sugestões mais ou menos entranhadas em pistas quase invisíveis.

Assista o trailer do filme "Tabu"

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