Brasília-DF,
25/JUN/2017

Duelo dos pilotos Niki Lauda e James Hunt na Fórmula 1 é contado em 'Rush'

Premiados por filmes biográficos, Ron Howard e Peter Morgan contam, na dose certa entre realismo e ficção, a história do duelo histórico

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Bruno Silva Publicação:13/09/2013 06:00
James Hunt (Chris Hemsworth) e Niki Lauda (Daniel Brühl): pilotos de estilos opostos (Califórnia Filmes/Divulgação)
James Hunt (Chris Hemsworth) e Niki Lauda (Daniel Brühl): pilotos de estilos opostos

A receita para um filme de esportes não tem muito segredo. É preciso ter momentos épicos, muita ação e superação. A história de Rush — no limite da emoção, baseada no Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 1976, já entrega esses ingredientes de bandeja: a temporada daquele ano, protagonizada pela incrível disputa entre o austríaco Niki Lauda e o inglês James Hunt, foi uma das mais dramáticas e empolgantes da história da F-1, temperada principalmente pela intensa rivalidade (e diferenças) entre ambos os pilotos.

Mas o diretor Ron Howard e o roteirista Peter Morgan (que trabalharam juntos em Frost/Nixon) acertaram no equilíbrio entre o drama e a biografia. Apesar das raízes britânicas (o filme é baseado na biografia Corrida para a glória, do inglês Tom Rybuthon), a trama é justa com ambos os pilotos. A história é contada, de forma alternada, do ponto de vista de ambos. Um é o oposto do outro: Hunt (Chris Hemworth, o Thor de Os Vingadores), é o playboy que vive regado a festas e sexo, mas tem um talento natural para correr, enquanto Lauda (Daniel Brühl, de Edukators) é estoico, pragmático e totalmente focado nos ajustes do carro. As corridas são um show à parte, com tomadas, carros e condições da pista recriados com grande fidelidade.

Embora a rivalidade seja necessária para dar o toque de entretenimento ao enredo, o filme também sabe recriar o misto de glamour e terror da F-1 na década de 1970, em que as festas, o dinheiro e a política contrastam com a morte dos pilotos, algo recorrente na época. Nesses momentos, Rush se sai muito bem ao não apelar para o sentimentalismo. Em especial, quando Lauda quase morre ao bater o carro no GP da Alemanha e, apesar do rosto desfigurado pelas queimaduras, retorna duas provas depois e termina em 4º lugar. Todo o processo de recuperação do austríaco (interpretado de forma brilhante por Brühl) é mostrado de uma forma crua.

Ainda que tenha um pouco de fantasia — os mais entendidos de Fórmula 1 podem argumentar que, apesar de intenso, o duelo entre Hunt e Lauda não foi tão acirrado quanto o entre Ayrton Senna e Alain Prost, na década seguinte —, a fidedigna ambientação e o emocionante roteiro fazem de Rush um dos melhores filmes (senão o melhor) sobre a principal categoria do automobilismo mundial.

Confira o trailer

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