Brasília-DF,
22/JUN/2017

Filme 'Eu, Anna' chega aos cinemas nesta sexta; confira a crítica

Dotada de uma mirada recheada de autoconfiança, Anna detecta 'os olhos perturbados' do pretendente (Byrne)

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Ricardo Daehn Publicação:13/09/2013 06:07
A sexagenária Anna (Charlotte Rampling): beleza madura em filme que evita o óbvio  (Imovision/Divulgação)
A sexagenária Anna (Charlotte Rampling): beleza madura em filme que evita o óbvio

Anna é uma vendedora de loja de departamentos, dedicada avó para a neta Chiara; meio conservadora, se preserva do celular e vive de conversas em meio a cabines telefônicas londrinas. Há um ranço de solidão na vida da sexagenária. “Basta achar uma única pessoa”, diz a recepcionista de um clube para encontros que, desenvolta, Anna frequenta em Eu, Anna.

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Há 10 anos, Charlotte Rampling (que brilha em Dexter) foi uma presença intrigante em Swimming pool, papel que novamente lhe cabe neste thriller também encabeçado pelo irlandês Gabriel Byrne, com momento de glória no televisivo In treatment. Não à toa Precious sight está na trilha: dotada de uma mirada recheada de autoconfiança, Anna detecta “os olhos perturbados” do pretendente (Byrne).

Naturalmente ensimesmado, o policial, graças à lucidez do diretor Barnaby Southcombe, não carrega um passado crivado de fatos nebulosos. Longe da obviedade, ele sabe despistar; supreender com a crueldade sem exageros nos diálogos e apostar nas composições fotogênicas para a beleza madura de Rampling.

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