Brasília-DF,
19/OUT/2017

Robert De Niro, ícone mafioso do cinema, ri de si mesmo em "A família"

No longa de Besson, o ator vive o pai de um família de mafiosos que vive sob o serviço de proteção à testemunhas

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Olívia Florência Publicação:20/09/2013 06:04Atualização:20/09/2013 10:45

Momentos engraçados e divertidos ficam também por conta da boa atuação de De Niro e Michelle (Paris Filmes/Divulgação)
Momentos engraçados e divertidos ficam também por conta da boa atuação de De Niro e Michelle

A família é mais um filme sobre a máfia? Não, o longa do diretor Luc Besson inevitavelmente explora estigmas da famosa organização criminosa italiana e tem como protagonista o ator que mais fez filmes sobre o tema: Robert De Niro. Mas o que faz da película uma nova visão sobre a facção italiana inovadora é o retrato da vida pós-máfia. O longa mostra os Manzoni sob o serviço de proteção à testemunha, fora dos Estados Unidos e da zona de conforto. A família, formada por uma mãe (Michelle Pfeiffer), um pai (De Niro) e um casal de filhos adolescentes, se esconde na França e usa identidades falsas. Eles agora são os Blake.

Família é sobre o conflito entre adaptação e os costumes da vida antiga, que não abandonam os Blake. Claro que os dois adolescentes demonstraram dificuldades na França, mas logo mostram que têm a máfia no sangue e que sabem sair de qualquer tipo de situação adversa sem utilizar técnicas convencionais. Preferem subornos, ameaças e até violência.

Saiba mais...
O filme tem bom roteiro e excelentes diálogos. Momentos engraçados e divertidos ficam também por conta da boa atuação de De Niro, Pfeiffer e de Tommy Lee Jones, agente do FBI encarregado da proteção dos ex-mafiosos. Uma cena em que os personagens de De Niro e Jones assistem Os bons companheiros, longa com o próprio De Niro, é ironia pura.



Escalar um ator que é provavelmente o maior ícone mafioso do cinema e colocá-lo para rir de si mesmo é uma boa tática de Besson. Porém, a parte séria do roteiro, que trata das dificuldades da fuga e de se acostumar a uma nova realidade, soa repetitiva e cansativa. Besson também não poupa na violência, o que é desnecessário. Apesar de se perder entre gêneros algumas vezes, A família tem bons momentos.

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