Brasília-DF,
20/NOV/2017

Filme Uma noite de crime peca pelos excessos no drama e na violência

É possível ver o tom de crítica do diretor e roteirista James DeMonaco. Mas nada disso torna o thriller de ação atraente

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Olívia Florência Publicação:01/11/2013 06:03
Ethan Hawke vive um especialista em segurança que vira vítima do dia de crimes sem punição (Universal Pictures/Divulgação)
Ethan Hawke vive um especialista em segurança que vira vítima do dia de crimes sem punição

Uma noite de crime parte de premissa absurda. A ideia é: em 2022, os Estados Unidos permitem que, em uma noite, possa se cometer qualquer delito. A lei serve de catarse para a população extravasar toda a raiva e a violência reprimidas, num mundo quase sem desemprego nem pobreza. É como se o preço para essa utopia fossem 12 horas em que todo tipo de transgressão é perdoada. Essa noite, em inglês, é chamada de purge, nome original do longa, que, em português, significa expurgo, retirada de impurezas, purificação.

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A partir daí, o foco vai para um pai de família (Ethan Hawke) que vende sistemas de segurança para o dia de expurgo. Ele tem a casa invadida e a vida da mulher e dos dois filhos entra na linha de tiro. É claro que o longa tem autoconsciência do absurdo da premissa e trata disso: das mentes doentias a favor do assassinato para “conter” problemas de todo tipo. É possível ver o tom de crítica do diretor e roteirista James DeMonaco. Mas nada disso torna o thriller de ação atraente.


Uma noite de crime é excessivo em todos os aspectos, da violência ao drama. A intenção de deixar a ação falar pelo todo firma pouco compromisso com o espectador. A ironia da família vitimizada ser a favor do ato não é convincente. Há o susto e o suspense no expurgo, mas faltam sentido e conexão com a causa.

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