Brasília-DF,
18/DEZ/2017

Filme expõe veia humanista de diretor Michel Leclerc em região da França

"Anos incríveis" valoriza a naturalidade de relações exaladas numa comunidade meio hippie em que a união faz a força

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Ricardo Daehn Publicação:15/11/2013 06:01

Victor (Félix Moati) e Clara (Sara Forestier): o par romântico da estação de televisão irreverente (Festival Varilux/Divulgação)
Victor (Félix Moati) e Clara (Sara Forestier): o par romântico da estação de televisão irreverente

Vencedor do prêmio César (o mais destacado do cinema francês) há dois anos, pelo longa Os nomes do amor, o diretor Michel Leclerc deixa patente a reverência por influentes colegas, como François Truffaut e Jean-Luc Godard em Anos incríveis. Comédia agridoce, embebida com forte pitada de críticas ao capitalismo, o filme expõe a veia humanista a qual se dedica o diretor crescido na região interiorana de Bures-sur-Yvette.

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Num tempo em que as manifestações sociais pipocam com bastante frequência pelo mundo, Leclerc valoriza a naturalidade de relações exaladas numa comunidade meio hippie em que a união faz a força. Ora no corpo de provocadores de uma ativa tevê pirata, ora entretido nos corredores de um canal abonado — e que mantém programas de gosto discutível, como o comandado por Patricia Gabriel (Emmanuelle Béart) —, Victor (Félix Moati) é um estagiário com aspirações de cineasta.

Abusada, a trupe da emissora simples conquista não apenas pela personalidade impressa em cada um dos personagens, mas também pela formulação de planos que combatem a apatia frente a temas como a reprimenda a imigrantes ilegais. Na lufada de renovação na grade  da tevê idealizada, há uma crítica jocosa a produtos inúteis ou defasados empurrados goela abaixo pela supremacia capitalista. Diversão ácida e empolgante.

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