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23/SET/2017

Aclamado filme Azul é a cor mais quente estreia nesta sexta na cidade

Baseado na história em quadrinhos homônima de Julie Maroh, a trama narrada em closes pelo cineasta franco-tunisiano Abdellatif Kechiche é absurdamente banal

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Yale Gontijo Publicação:06/12/2013 06:01Atualização:05/12/2013 14:48
Adèle (Adèle Exarchopoulos) e Emma (Léa Seydoux) têm atuações sinceras em um roteiro que trata o amor com naturalidade (Imovision/Divulgação)
Adèle (Adèle Exarchopoulos) e Emma (Léa Seydoux) têm atuações sinceras em um roteiro que trata o amor com naturalidade

Um filme sobre duas pessoas que se conhecem, se apaixonam, ficam juntas e vivem suas vidas nada extraordinárias. Ao longo das três horas do francês Azul é a cor mais quente, tudo o que acontece é da natureza humana. Baseado na história em quadrinhos homônima de Julie Maroh, a trama narrada em closes pelo cineasta franco-tunisiano Abdellatif Kechiche é absurdamente banal, a não ser pelo fato de ser protagonizada por duas mulheres.

Antes voltado para dilemas vividos por imigrantes árabes na Europa em O segredo do grão (2007) e A culpa de Voltaire (2001), o cinema realista de Kechiche está a serviço de uma história de amor entre uma aluna do ensino médio e uma estudante de belas artes, interpretadas por Adèle Exarchopoulos (a personagem chama-se Adèle no filme e Clementine na HQ) e por Léa Seydoux (dona dos cabelos azulados de Emma). Ambas são cheias de coragem para estrelar as sinceras cenas sexuais exibidas na tela, em momentos em que o sexo explícito é retratado com naturalidade.


Ao contrário do brasileiro Tatuagem, de Hilton Lacerda, que vincula diretamente o amor entre iguais como um ato político, neste a política é apenas uma insinuação numa paleta de cores. O azul, vale uma observação, representa exatamente a liberdade entre os três ideais da Revolução Francesa. Essa intenção não existe no interior dessa obra de arte, mas está nas bordas sociais que a circundam. Quando recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano, a população francesa se debatia em torno da aprovação do casamento gay, e o tom da premiação presidida por Steven Spilberg reverberou como tomada de posição.

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