Brasília-DF,
18/DEZ/2017

Documentário Mataram meu irmão relata dura realidade da periferia paulistana

Sem juízo de valor, atido a fatos (e à indissociável emoção), Burlan reconta uma tragédia que acizentou o "céu de chumbo" da periferia de São Paulo

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Ricardo Daehn Publicação:20/12/2013 06:04
Registro do documentário Mataram meu irmão: a dura realidade da periferia paulistana (Filmes do Estação/Divulgação)
Registro do documentário Mataram meu irmão: a dura realidade da periferia paulistana

Em parte do tom do relato do longa Mataram meu irmão, o diretor Cristiano Burlan — desnudado, em emoções e aparatos técnicos, para a seca narração visual pretendida — faz menção à ironia do destino de assistir ao filme Um dia perfeito, justo numa tarde tão definitiva para ele. Em 2001, com o registro de fotos contundentes, Rafael foi morto com sete tiros, aos 21 anos. Nada inusitado, se levada em conta a violência profusa na região periférica do Capão Redondo (São Paulo).

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Lutar contra essa carcaça (asséptica) das estatísticas vigentes na mídia (“Para a gente, eles, os mortos, não são instantâneos”) é a tarefa do cineasta, autor de pretendida Trilogia do luto: o pai, morto, foi tema do média-metragem Construção, de 2007, enquanto a mãe será a protagonista ausente de outro título. “Era uma vida muito legal a nossa. Mas, tudo acaba, né?”, traz a dura constatação de uma das entrevistadas.


Sem juízo de valor, atido a fatos (e à indissociável emoção), Burlan reconta uma tragédia que acizentou o “céu de chumbo” da periferia. Por meio da arte, vem certo sossego, num velório digerido por uma dúzia de anos. Entretanto, Mataram meu irmão se sobrepõe a meros números e dados.

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