Brasília-DF,
25/JUL/2017

Sequência de comédia nacional se inspira na franquia 'Se beber, não case!'

Em Até que a sorte nos separe 2, Tino e Jane vão para os Estados Unidos para jogar as cinzas do tio Olavinho no Grand Canyon, mas acabam em Las Vegas

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Publicação:27/12/2013 06:00Atualização:26/12/2013 14:54
Camila Morgado assume o lugar de Danielle Winits na sequência (Paris Filmes/Divulgação)
Camila Morgado assume o lugar de Danielle Winits na sequência

Na visão de um dos personagens de Até que a sorte nos separe 2, o tio Olavinho — com uma herança de R$ 100 milhões a reboque — “virou churrasco”, no processo de cremação. Pouco importa, aliás, a piada de gosto duvidoso, já que o que está em jogo é uma nova fortuna pronta para vir para as mãos do casal Tino (Leandro Hassum) e Jane (Camila Morgado), uma dupla que puxou a venda de 3,5 milhões de ingressos de cinema em 2012. Por capricho do morto Olavinho, disposto a ter as cinzas jogadas do Grand Canyon, a dupla Tino e Jane segue para os Estados Unidos, portal para confusões, quando da passagem dos personagens por Las Vegas.

Descontada a graça da lembrança do filme Se beber, não case!, no mesmo cenário, a comédia conduzida por Roberto Santucci explora situações próximas ao hit estrangeiro, já que circular num cassino de alto nível gera conflito com a máfia mexicana, com inclusão de gags já vistas também em filmes do nível de Quero ficar com Polly. Respondendo pelo teor mais original, estão as participações de Camila Morgado (no papel que já foi de Danielle Winits) e de Victor Leal, cômico na pele de Douglas (um concierge de expressão peculiar). Estridente, Morgado responde pela graça, com tiradas e tiques particulares (resultado de “procedimento estético”. Leia-se: cirurgia plástica).


Mesmo diretor do sucesso de público De pernas pro ar, Roberto Santucci acerta ao relegar a Leandro Hassum breves mas marcantes piadas (entre as quais a desorientação do GPS em japonês ou a sequência do gambá abusadinho). Momento hilário também acompanha a composição da mãe de Tino (o próprio Hassum), que dispara: “Uísque, pra mim, só de 18 anos pra cima, porque não sou pedófila”. No mais, o filme é rigorosamente previsível e até sem propósito, como quando coloca o lutador de MMA Anderson Silva em cena (uma extravagância compensada pela participação sentimental de Jerry Lewis). Ainda assim, menos primário do que o original.

COMENTÁRIOS

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osmar mata 27 de Dezembro às 13:34

Até quando o cinema tupiniquim vai apenas imitar aqueles que realmente entendem da sétima arte?

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