Brasília-DF,
18/OUT/2017

'Frozen' tem tudo para emplacar como uma das principais animações das férias

Um recheio mais musical e o domínio de personagens centrais femininos são diferenciais de Frozen, em grande parte nutrido pela existência de um inverno eterno

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Ricardo Daehn Publicação:03/01/2014 06:00
Com uma trilha sonora envolvente, Frozen está cotado para disputar o Globo de Ouro (Walt Disney/Divulgação)
Com uma trilha sonora envolvente, Frozen está cotado para disputar o Globo de Ouro

A décima e a oitava posição no ranking anual entre os mais assistidos, respectivamente, de Enrolados e Valente, no mercado norte-americano, devem ter dito muito para os produtores de Frozen: Uma aventura congelante. Nos tempos em que uma animação como Toy Story 3 figurou entre o campeão de bilheteria, há três anos, arriscar alto — como a Disney ter se empenhado na construção da primeira princesa protagonista (caso de Valente) — pode trazer sucesso. Frozen, com indicação para prêmio de melhor animação na disputa ao Globo de Ouro, ao lado de Os Croods e Meu malvado favorito 2, fez bem a lição de casa, em termos de inovação.

Um recheio mais musical e o domínio de personagens centrais femininos são diferenciais de Frozen, em grande parte nutrido pela existência de um inverno eterno, quase uma praga, alastrado num reino encantado. O prejudicial autocontrole de “não sentir, não sentir”, como insiste a princesa do reino de Arendelle Elsa, é um dos principais elementos que movimentam a ação do filme: nele reside o distanciamento que ela impõe à própria irmã, Anna.

O medo de não ser aceita, diante de poderes registrados desde o nascimento, levam Elsa a uma jornada individual e a um reino de isolamento, com falsa sensação de liberdade. Esse traço do enredo fica bem claro para os espectadores menores. Outro ponto interessante diz respeito à sensação de candidato perfeito ao posto de namorado de Anna ostentada pelo príncipe Hans.

Emancipada, Anna (já na condição de órfã) provará que sabe perfeitamente se defender, tal qual uma certa Valente. Meio deslocado no meio da trama, um imenso boneco de neve, que contrasta com o doce nome de Marshmallow, valoriza o quesito ação. Sem “crânio nem ossos”, Olaf — um meigo boneco de neve, que gosta de “abraços quentinhos” — vem moldado à perfeição para o talento do dublador Fábio Porchat.

“Não sei se é emoção ou são gases” está entre as engraçadas deixas dos personagens saídos da parceria que reúne os diretores Chris Buck (Trazan) e Jennifer Lee (roteirista de Detona Ralph). Números musicais como o comandado por trolls (míticos seres escandinavos), em que apontam reparos cabíveis ao pretendente de Anna, Kristoff (dono da falastrona rena Sven), também se provam bastante divertidos.


No melhor estilo Disney

Depois de uma repercussão pouco expressiva com os simpáticos Detona Ralph e Enrolados, os criadores Chris Buck e Jennifer Lee parecem ter acertado a mão em Frozen. A 53ª animação dos estúdios Disney arrecadou até o momento cerca de US$ 500 milhões. O número impressiona, principalmente, quando lembramos que o filme ainda não contabilizou a bilheteria em vários destinos, como o Brasil, no qual acaba de chegar.

Desde a estreia norte-americana, em novembro, o longa vem recebendo elogios da crítica especializada. Para o Los Angeles Times, “Frozen é um retorno à grandeza dos estúdios Disney”. Na badalada página Rotten Tomatoes, que se tornou um termômetro virtual para o mercado americano, o filme recebeu 90% de retorno positivo e desponta como a melhor animação da aclamada Disney Renascença, a era que compreende de 1989 a 1999 e que gerou clássicos como A bela e a fera (1991) e O rei leão (1994).

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