Brasília-DF,
18/NOV/2017

Diretor demonstra ceticismo quanto à felicidade em 'Crônica do fim do mundo'

Um exercício de superação, diante de passada circunstância traumática, une (e, num paradoxo, separa) todos na trama familiar

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Ricardo Daehn Publicação:24/01/2014 06:02

O calendário maia — que tanto suscitou debates em 2012, no ano identificado como aquele reservado ao fim do mundo — pode até ter caducado, por leituras equivocadas ou mesmo diante de descrédito na futurologia. O fato, porém, é que, à frente do primeiro longa-metragem (Crônica do fim do mundo), o colombiano Mauricio Cuervo demonstra um ceticismo quanto à felicidade completa e às realizações de desejos de personagens que dialogam com o fim dos tempos, numa comédia agridoce.

Se ao girar, o mundo implica mudanças, há alguma expectativa para o núcleo familiar formado pelo pensionista Pablo (Victor Hugo Morant), o filho dele, Felipe, (Jimmy Vásquez) e a mulher, Cláudia (Claudia Aguirre). Um exercício de superação, diante de passada circunstância traumática, une (e, num paradoxo, separa) todos. Muito ligado à família, Felipe ouve do pai, a dura crítica em torno do destino dele: “Seu futuro foi varrido para longe”.

Com telhado de vidro, Pablo, um ex-professor que vive recluso, incapaz de lidar com um fato ocorrido há duas décadas (“Foi vertiginoso: eu não entendi nada”, avalia), perdeu o vínculo com um mundo em constantes transformações. Com certo amargor, o mestre, aposentado até da vida, vê ir pelo ralo a certeza de outrora de notar revertida em recompensas a tomada de medidas éticas. Hilário, o ator Victor Hugo Morant dá vida ao lado B, quando empunha um telefone, em sucessivas e descabidas ameaças a desafetos do passado. Divertido, Cuervo marca gol logo na estreia.

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