Brasília-DF,
24/NOV/2017

'Frankenstein: entre anjos e demônios' falha em adaptar quadrinhos para o cinema

Adaptado de uma graphic novel, o longa mostra que nem todos os quadrinhos são palatáveis para as telonas

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Bruno Silva Publicação:24/01/2014 06:03Atualização:23/01/2014 14:08
Frankenstein (Aaron Eckhart) e Terra (Yvonne Strahovski): improvável e estranho casal (Lionsgate/Divulgação)
Frankenstein (Aaron Eckhart) e Terra (Yvonne Strahovski): improvável e estranho casal

Imagine alguém tentando convencer um produtor a financiar o seguinte roteiro: o monstro Frankenstein se vinga de seu criador e cai no meio de uma guerra entre demônios e gárgulas protetoras da humanidade. No melhor estilo highlander, ele viaja pelo mundo durante 200 anos, fugindo de criaturas malignas, até que decide retornar ao conflito para encerrá-lo de uma vez por todas. Por incrível que pareça, essa junção bizarra entra em cartaz neste fim de semana, com o nome Frankenstein: entre anjos e demônios.


Adaptado de uma graphic novel, o longa mostra que nem todos os quadrinhos são palatáveis para as telonas. Poderia ser diferente, caso a trama mostrasse alguma consciência de sua falta de noção. Entretanto, o filme se leva tão a sério que a sensação é de vergonha alheia pelo bom elenco, com Aaron Eckhart (Batman: o cavaleiro das trevas) no papel principal, o excelente Bill Nighy (O exótico hotel Marigold) como o vilão Naberius e Yvonne Strahovski (Chuck) — a mocinha, inclusive, gera a maior fonte de pena, pelas tentativas do filme de engatar um forçado romance entre ela e o protagonista morto-vivo.

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