Brasília-DF,
16/DEZ/2017

Roteiro do longa Entre nós surpreende com dilemas internos e questões morais

O recorte que cerca uma sociedade abonada (e pouco vista no cinema nacional) acentua o interesse. Dilemas internos se infiltram no roteiro eficiente

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Ricardo Daehn Publicação:28/03/2014 06:01Atualização:27/03/2014 14:34
Personagens revivem brigas do passado em reencontro 10 anos depois (O2/Divulgação)
Personagens revivem brigas do passado em reencontro 10 anos depois

Duas épocas definem o longa Entre nós: 1992, quando um grupo com quê da minissérie Queridos amigos desfila algo de pretensão literária e uma dose de inconsequência; e 10 anos depois, com o reencontro dotado da tensão de iminentes desentendimentos.

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Na discussão do suposto vazio que alimentou a juventude dos anos 2000, e em meio ao mal-estar de acusações (não formalizadas) que pairam sobre uma tragédia compartilhada por Silvana (Maria Ribeiro), Felipe (Caio Blat) e Gus (Paulo Vilhena), restam mais dúvidas do que conceitos e definições. Nesse ponto é que o diretor e corroteirista Paulo Morelli surpreende positivamente.

Embalados por Na asa do vento (na voz de Caetano Veloso), Drica (Martha Nowill) e os personagens de Carolina Dieckmann e Júlio Andrade cultuam a memória de Rafa (Lee Taylor).


Elaboradas, a familiaridade e a interação entre os amigos contaminam o espectador. O recorte que cerca uma sociedade abonada (e pouco vista no cinema nacional) acentua o interesse. Dilemas internos e questões morais se infiltram no roteiro eficiente. Reminiscências, noções de sucesso e meias-verdades dão o tom do enredo.

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