Brasília-DF,
25/JUL/2017

Em Tudo por justiça, operário vê seu mundo derreter lentamente em drama familiar

Quando o irmão é assassinado, Russel Baze (Christian Bale) deve decidir viver como um homem livre ou saciar o desejo de vingança derramando mais sangue

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Yale Gontijo Publicação:28/03/2014 06:03
Christian Bale vive um homem com sede de vingança (Imagem Filmes/Divulgação)
Christian Bale vive um homem com sede de vingança

Em Tudo por justiça, um drama familiar, um operário vê seu mundo se derreter lentamente mais ou menos como o aço fundido na siderúrgica em que trabalha. O rapaz trabalhador de uma família patriarcal é preso por envolvimento em um acidente de carro fatal. A namorada de longa data o abandona durante os anos em que esteve na prisão, o pai morre no mesmo período e toda sorte de aborrecimentos possíveis é causada pelo irmão caçula, o encrenqueiro Rodney (Casey Affleck).

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Quando o irmão é assassinado, Russel Baze (Christian Bale em papel para o qual não precisou nem engordar nem emagrecer) deve decidir viver como um homem livre ou saciar o desejo de vingança derramando mais sangue. O título, dirigido por Scott Cooper, sofre de um maniqueísmo quase infantil e de uma aura de dramalhão dos injustiçados da América. Enquanto Russel se orgulha do status de working class hero, a imobilidade de seu caráter, sempre linear, não o torna um personagem melhor, apenas o aprisiona em uma redoma dramática.


O mesmo maniqueísmo faz do vilão Curtis DeGroat (Woody Harrelson), um estereótipo ambulante do bandido sexo, drogas e rock’n’roll sem compaixão alguma. Já John Petty, o personagem vivido por Willem Dafoe, não tinha razão nenhuma para existir na trama.

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