Brasília-DF,
15/DEZ/2017

Com Scarlett Johansson, longa 'Sob a Pele' tem boa narração e fotografia marcante

Escalado para o Festival de Veneza, filme aposta num roteiro perturbador

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Ricardo Daehn Publicação:16/05/2014 06:02Atualização:15/05/2014 12:05
Personagem de Scarlett Johansson vive em desacordo com os humanos (Paris Filmes/Divulgação)
Personagem de Scarlett Johansson vive em desacordo com os humanos

Ao longo de toda a narração do filme Sob a pele, há uma atmosfera cíclica. Em tom de reincidência, uma mulher (confusamente, relacionada a um motoqueiro), descobre o que é, de fato, um novo mundo. Tal qual David Bowie em O homem que caiu na Terra (1976), Scarlett Johansson é a protagonista que percorre situações de ajustes e de transformações na adaptação de um livro assinado por Michel Faber.

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"Você está simplesmente maravilhosa", elogia um dos vários homens espreitados pela protagonista, sempre ao volante de uma van e cercada pelo climão dado pela atmosfera da Escócia e da fotografia marcante de Daniel Landin. Depois de Sexy beast e Reencarnação, o inglês Jonathan Glazer - que teve Sob a pele escalado para o Festival de Veneza e para um festival de produções britânicas independentes - aposta num road movie muito particular.

A música perturbadora combina com a malemolência e com a disposição da protagonista bem em desacordo com os terráqueos. Ela até se esforça, no filme bastante silencioso.

Há um jogo de imagens que perturbam: das larvas que sinalizam energia orgânica roubada à luz branca leitosa de uma saleta. Pessimista, Glazer fala da fadiga da convivência entre humanos, de mundos incongruentes e de intolerância (numa pontuação que o aproxima de Lars von Trier).

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