Brasília-DF,
18/DEZ/2017

Filme 'Do Lado de Fora' tem boas intenções mas se perde no roteiro; veja

Mesmo com estrutura mediana, longa tem pontos positivos e conta com a participação de Silvetty Montilla

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Ricardo Daehn Publicação:16/05/2014 06:03Atualização:15/05/2014 12:05
Personagens divertidos se perdem em meio a roteiro mal construído
 (Elo Company/Divulgação)
Personagens divertidos se perdem em meio a roteiro mal construído

Na prática e respeitando o universo das siglas, o novo longa de Alexandre Carvalho traz basicamente: personagens com vivências a.P LGBT (antes da Parada anual a favor da diversidade sexual) e d.P LGBT, desencanadas algumas questões que implicavam a falta de coragem de "sair do armário". Tudo o que acontece entre o desfile de um ano e o do seguinte (na Avenida Paulista), na vida de quatro personagens, vem intermediado pela atenta visão da personagem da blogueira Titi Müller. Aliás, a maneira nada sutil das intromissões de Marília (Titi) derruba o maior conteúdo do roteiro, que se perde ainda, quando invoca (de maneira muito caricata) com tipos evangélicos enxertados na trama.

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O enredo deste novo trabalho do codiretor de Virando bicho cerca o dia a dia oprimido de Mauro (Luis Vaz, divertido, apesar de, às vezes, muito solto e pouco dirigido), do amigo dele, Rodrigo (Maurício Evanns), e do tio de Mauro, Vicente (Marcello Airoldi). Entra na ciranda, ainda, o mal resolvido Roger (André Bankioff), incapaz de se libertar de um casamento fracassado.

Com estrutura mediana, o filme ganha com pequenos detalhes, como o da presença da drag queen Silvetty Montilla (no espirituoso papel de Dona Vera). Ainda que o elenco seja bem irregular - e que algumas situações resultem de coincidências nada cerzidas -, Do lado de fora é repleto de boas intenções e tem um quê de simpático.

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