Brasília-DF,
18/DEZ/2017

Racismo e homofobia estão presentes em 'Pelo Malo', longa venezuelano

Um menino da periferia que sonha em ser famoso enfrenta os obstáculos em busca do direito a liberdade

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Yale Gontijo Publicação:23/05/2014 06:00Atualização:22/05/2014 11:22
Junior enfrenta problemas com sua identidade, ainda em formação
 (Vitrine filmes/Divulgação)
Junior enfrenta problemas com sua identidade, ainda em formação

A imagem mais contundente no filme venezuelano Pelo malo é o de seu protagonista, um menino de 9 anos morador da periferia de Caracas, mirando seu reflexo no espelho. Metade do cabelo foi alisado artificialmente, outra metade continua crespo. Na tradução para o português, o título do filme significa "cabelo ruim" e essa definição é um dos motivos de maior aflição de Junior (Samuel Lange Zambrano), que sonha em ser um cantor famoso.

A narrativa conduzida por Mariana Rondóns é de uma prisão doméstica sem grades. O menino tem que enfrentar a identidade partida ao meio de um menino vivendo na infância - quando nossas identidades sexuais ainda não são definidas -, o terror do preconceito racista e homofóbico dentro de casa, com ataques disparados pela própria mãe, a jovem viúva Marta (Samantha Castillo).

Saiba mais...
O filme, eleito o melhor da mostra competitiva do Festival de San Sebastian, exibe em cada um de seus frames uma mensagem de direito a liberdades individuais e à mudança cultural que pode modificar as relações em família presentes à mesa de jantar. E essa é a grande qualidade do longa. Fora da tela, a película chamou a atenção depois de sofrer pressões internas na Venezuela devido a uma declaração da diretora sobre os direitos LGBT em seu país.

Confira o trailer do filme:

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