Brasília-DF,
15/DEZ/2017

Disney apresenta uma versão adocicada da vilã de A bela adormecida

Malévola está no contexto da modernização dos contos de fada tocados pelos efeitos de computação gráfica lançados recentemente

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Yale Gontijo Publicação:30/05/2014 06:01Atualização:29/05/2014 13:05
Angelina Jolie cuidou de cada detalhe do longa inspirado em clássico infantil (Disneyt/Divulgação)
Angelina Jolie cuidou de cada detalhe do longa inspirado em clássico infantil

Tudo em malévola passou pelo crivo da atriz Angelina Jolie. O figurino, a escolha do elenco, a participação especial da filha de 5 anos, Vivienne, e outras escolhas menos óbvias, como a trilha sonora cantada por Lana Del Rey. Mas não é justo culpar a atriz pelo marasmo da história. A película custa a decolar e, quando finalmente começa o voo, sua protagonista perde as asas e o roteiro se debate no estereótipo da mulher vingativa movida por rejeição de amor.

Jolie não é exatamente vítima nem é inocente. Malévola está no contexto da modernização dos contos de fada tocados pelos efeitos de computação gráfica lançados recentemente. Neste caso, o espetáculo visual é ainda mais eloquente, visto que a fita foi dirigida por um antigo supervisor de efeitos, Robert Stromberg.

O enredo mantém muito pouco da história original, somente o suficiente para desfilar sequências inteiras de ação e efeitos. Em uma batalha campal,o rei Henry (Keneth Cranham, um sósia escocês do ator brasiliense Andrade Júnior) decide escravizar os habitantes do reino vizinho, desencadeando uma guerra entre os humanos e as criaturas mágicas.



A consequência é a virada moral de Malévola culminando no lançamento da maldição contra a filha do rei, a princesa Aurora (Elle Fanning).

Na era do bom mocismo de Hollywood — esforçado em regenerar os antigos vilões de filmes clássicos —, a charmosa maléfica da animação dos estúdios Walt Disney, A bela adormecida (1959) receberá várias camadas de ternura. No entanto, todos que beberam dessa fonte encantada terminaram por apresentar um desempenho inferior aos filmes originais.

Contos moderninhos

Espelho, espelho meu (2012)

Julia Roberts está livre, leve e solta no papel madrasta má desferindo golpes de magia contra a enteada. A atualização de Branca de Neve, porém, tropeça ao seguir uma pretensa linha de humor e na sequência final, à Bollywood, que depõem muito contra o filme.

Branca de Neve e o caçador (2012)

No embate entre Kristen Stewart e Charlize Theron, o espelho mágico comete um erro ao considerar a primeira mais bonita que a segunda. O escândalo do caso de adultério cometido por Kristen com o diretor Rupert Sanders (o motivo da separação com o ator Robert Pattison) minou a campanha do filme.

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