Brasília-DF,
18/DEZ/2017

Documentário recolhe depoimentos sobre a época da ditadura

Filme traz os reflexos críticos de guerras passadas

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Ricardo Daehn Publicação:30/05/2014 06:06Atualização:30/05/2014 08:29
Roteiro que retrata a ditadura é um dos pontos altos do documentário (Livres Filmes/Divulgação)
Roteiro que retrata a ditadura é um dos pontos altos do documentário

Num governo ou comando, há sempre matizes. No caso de Setenta, a versão contada não contempla dualidade ou traços ambíguos. Sujeita à ação de interesses externos, uma das facções — de declarada luta em prol da democracia — se expressa, sem amarras, no documentário.

Afirmado nos diálogos com os “terroristas” (aos olhos da ditadura), o grupo conta da emoção de ser reconhecido em posto mais nobre. Eles são resgatados na nomenclatura dada pelos “companheiros”, que os abraçam, em contraponto ao tratamento recebido à época das ações armadas no Brasil dos anos 1970.

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Transtornos assinalados por perseguições aos guerrilheiros, uma noção da distensão dos anos de chumbo e reflexos de memórias decantadas, com vestígios heroicos, formatam Setenta.

Com eco unilateral, e tramas naturalmente fragmentadas, o debate vem aos cacos. Os setenta do título são os perseguidos enviados ao Chile, a partir da negociação da vida de Bucher. A diretora Emília Silveira (com o luxo do roteiro de Sandra Moreyra) colhe depoimentos sobre sequelas de violência, embalados por humor e espírito combativo.

Em tom informal, chamam a atenção os relatos doídos de Reinaldo Guarany e os sobre as impactantes mortes de Frei Tito e da militante Dora, banidos de uma pátria nada gentil.

Assista ao trailer de Setenta:
 

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