Brasília-DF,
28/JUL/2017

Longa 'Antes do Inverno' trata de relações abaladas desviando dos clichês

Diretor Phillipe Claudel se mostra um contador de histórias cheio de classe e de inteligência

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Ricardo Daehn Publicação:13/06/2014 06:00
Terceiro longa do diretor Philippe Claudel apresenta traços de maturidade
Terceiro longa do diretor Philippe Claudel apresenta traços de maturidade
"Eu tenho caminhado sozinho" e "nunca encontrei um lar" sinaliza a letra de Love’s been good to me. Não que a canção de Johnny Cash esteja objetivamente no longa que demarca mais um acerto maduro do cineasta Philippe Claudel. Mas, assumidamente, o cineasta a tomou como base para o terceiro filme do diretor. Em Antes do inverno, a mesma estrela do filme anterior, Kristin Scott Thomas, aparece. Desta vez menos radiante, mas com coerência.

O foco central recai sobre o personagem de Daniel Auteuil. Tratando de passagem do tempo e de uma sensação de completude de vários indícios para idealização da felicidade, o diretor, de 52 anos, consegue estarrecer o público.

Paul (Auteuil) é um médico sistemático no trabalho e é apático em casa. Várias estações foram ultrapassadas, mas, nas 60 primaveras de Paul. Existe um fiapo de inquietude e, logo, surge a pulsão: vem da disposição de Lou (Leïla Bekhti), uma desconhecida que demonstra a constante gratidão por cirurgia com ótima performance de Paul.

É a deixa para que a aparente estabilidade do marido de Lucie (Kristin Scott Thomas) seja abalada. Na areia movediça, o amigo da família Gérard (Richard Berry) entra como peça nebulosa. Desviando a todo custo (e com habilidade) dos clichês, Phillipe Claudel se mostra um contador de histórias cheio de classe e de inteligência.

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