Brasília-DF,
23/JUL/2017

Em filme, cineasta segue por apenas um dos caminhos apontados no livro

Longa-metragem O Homem Duplicado estreou nesta quinta-feira

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Ricardo Daehn Publicação:20/06/2014 06:00Atualização:19/06/2014 14:41

 (Imagem Filmes/Divulgação)
Quem saiu inconformado com o fim de Os suspeitos (2013), em que Hugh Jackman (um pai desesperado) ficava sem ideia do que seria seu futuro, tem tudo para odiar mais uma adaptação manca da literatura de José Saramago. Sob a ótica de Denis Villeneuve (o canadense polêmico de Incêndios), o caos segue sendo “uma ordem por decifrar”, mas ele agrega elementos próprios como a de uma misteriosa aranha na trama.

 

Jake Gyllenhaal vive os dois personagens centrais: Adam, professor cuja vida de repetições não lhe dá muita alternativa, e o ator Anthony, cuja mulher está grávida. “Querer é poder”, diz o título do filme encenado por Anthony e que serve como elo entre os homens idênticos. A obra cinematográfica quebra o destino ritualístico de Adam, atento a dados históricos das ditaduras, mas incapaz de lutar contra sujeições a mulheres. Já Anthony está nas teias da mãe.

 

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Infalível no quesito suspense, a dupla de instrumentistas Danny Bensi e Saunder Jurriaans faz miséria na trilha sonora. Tal qual Ensaio sobre a cegueira, porém, a falta de intimidade (tão bem descrita pelo autor português) faz toda a falta. Perturbação talvez seja somente um dos dados acoplados a Saramago, mas não é o todo — como vê Denis Villeneuve.

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