Brasília-DF,
27/MAI/2017

Falta lubrificação no novo filme dos Transformers; confira crítica

Longa duração atrapalha ritmo da ação. São duas horas e quarenta minutos de batalhas entre robôs gigantes de tecnologia alienígena

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Julio Cavani Diário de Pernambuco Publicação:07/07/2014 11:13Atualização:07/07/2014 13:30
Cenas foram filmadas com novas câmeras de tecnologia IMAX 3D ( Paramount/ Divulgação)
Cenas foram filmadas com novas câmeras de tecnologia IMAX 3D

Faltou colocar mais óleo lubrificante nos robôs. As cenas de ação de Transformers: A era da extinção possuem um bom design e são até criativas em relação aos filmes do gênero. O problema é que elas parecem ter sido esticadas e fazem o filme ficar cansativo com suas duas horas e quarenta minutos de duração. Não precisava tanto. O excesso fica gorduroso e emperra a engrenagem.

Os dinossauros organomecânicos, por exemplo, que seriam grandes diferenciais, perdem seu impacto ao surgirem apenas perto do final, quando o público já enfrentou toda uma maratona. É uma questão de ritmo, que atrapalha o envolvimento.

Para o que se propõe, a ação corre bem durante a primeira metade. Um ponto positivo são as cenas automobilísticas. Elas resgatam a essência do brinquedo da década de 1980 que inspirou a série de filmes. Naquela época, a graça dos Tranformers estava na transformação de carros em robôs e vice-e-versa, independente de guerras interplanetárias. Com perseguições no estilo Velozes e furiosos, o novo filme, até determinado ponto, explora bem esse lado mais mecânico e menos alienígena. Um dos personagens principais, inclusive, é um piloto de corridas (vivido por Jack Reynor), namorado da adolescente (Nicola Peltz) que é filha do herói interpretado por Mark Wahlberg.

Filmado com uma nova câmera 3D digital IMAX, o filme começa, curiosamente, com uma homenagem às tecnologias analógicas, aos antigos projetores dos cinemas de rua e aos mecânicos donos de ferros-velhos que se consideram cientistas inventores. Por outro lado, há cenas totalmente construídas com computação gráfica, comparáveis às animações da Pixar, principalmente nas lutas ambientadas no interior de uma nave extraterrestre gigante.

Depois das guerras dos primeiros filmes, a humanidade conclui que é melhor exterminar os Transformers e aproveitar sua tecnologia alienígena em projetos científicos comerciais e militares. O ator Stanley Tucci assume o papel do engenheiro que procura aperfeiçoar as máquinas a partir dos conhecimentos humanos. Os robôs sobreviventes vivem escondidos. Para caçar os últimos Autobots, os homens recebem a ajuda de um caçador de recompensas intergaláctico que também é um gigante mecânico alienígena.

O cineasta Michael Bay (Armageddon, Pearl Harbor), que dirigiu todos os filmes da série, reafirma seu estilo formado por cenas de explosões intercaladas por momentos melosos em câmera lenta (praticamente uma piada consciente). Desta vez, ele experimenta um novo recurso de montagem que intercala dois formatos de tela, um mais retangular cinemascope (com barras pretas em cima e em baixo) e outro mais quadrado standard (com a tela toda preenchida). Esse jogo provoca uma ilusão subliminar que amplia a grandiosidade das cenas com os robôs.

Cronologia no cinema:
1986 - Transformers, o filme (desenho animado)
2007 - Transformers
2009 - Transformers: A vingança dos derrotados
2011 - Transformers: O lado oculto da Lua
2014 - Transformers: A era da extinção
???? - Transformers 5 (previsto)


Veja vídeo com bastidores das filmagens:

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