Brasília-DF,
18/OUT/2017

Confira a crítica feita para o filme Transformers: A era da extinção

Quarto longa da franquia se perde em enredo rocambolesco, mas chama a atenção por pitadas de ironia e autocrítica

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Ricardo Daehn Publicação:18/07/2014 06:04Atualização:17/07/2014 14:35
Roteiro acaba se perdendo na quantidade de temas abordados no filme  (Paramount Pictures/Divulgação)
Roteiro acaba se perdendo na quantidade de temas abordados no filme
No grande desfile de empresas de produtos promovidos no quarto filme da franquia, uma marca em particular salta aos olhos: Michael Bay. Produtor e diretor, Bay despersonaliza muito do que seja humano em pessoas — para acirrar pretensa carga emocional em ferragens e para-choques dotados de vida no roteiro a cargo de Ehren Kruger (O chamado e Pânico 3).

No entra e sai de personagens de carne e osso, desaparecem Shia LaBeouf, Josh Duhamel e companhia, estando agora em foco os tipos vividos por Mark Wahlberg (Cade, um construtor de engenhocas) e Nicola Peltz (Tessa, a filha de Cade prometida para Shane, interpretado por Jack Reynor). Além deles, povoam o enredo vilões feitos por Stanley Tucci, Kelsey Grammer (do seriado Farsier) e Titus Welliver.

Como fazer o espectador se identificar com os robôs falantes? Pode ser um caminho se aproximar da narrativa de heróis acuados (com os autobots tendendo aos X-Men) ou trazer rocambolescos episódios voltados à espionagem industrial. Bem-humorado, o diretor parece se render à autocrítica. Num ambiente de cinema antigo, há personagem que critica “as porcarias” das “sequências e das “refilmagens”.
 
Outro ganho, no filme, é a maneira mais natural pela qual os robôs se transformam. Contraposta, está a tendência ao ridículo de o longa acoplar máquinas semelhantes a dragões que inflam um filme já por demais longo. Operações clandestinas — com procedimentos da Agência Central de Inteligência e de um industrial do ramo dos automóveis — alcançam até a possibilidade de reencarnação do vilanesco Megatron (líder dos Decepticons), além de infinitas versões de protótipos de metal derretido. O surgimento do temido Galvatron, nas circunstâncias, faz-se inevitável.

A corrida atrás da “semente” (um segredo do filme), com rearranjos de sucata e um esperado salto “quântico”, faz a festa dos espectadores mais fissurados na aventura de “carros sinistros”. A definição é cortesia do cabeludo Lucas (um fiapo de personagem aniquilado, sem maiores pesares, em combate). Cheio de desnecessários recortes — talvez o pior trate da evolução de espécies —, Transformers: a era da extinção acaba por se embolar: lidando com ogivas e explosões, é curioso que a melhor sequência esteja na simplicidade, com as bem articuladas pancadarias e perseguições por Hong Kong, com corre-corre entre humanos e ameaças mais realistas.
 
 

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