Brasília-DF,
24/MAI/2017

Júlio Andrade fala sobre dificuldades para interpretar Paulo Coelho no cinema

Em "Não pare na pista", o escritor falou para o ator a chave do seu entendimento: "Eu sou o que as pessoas imaginam"

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Ricardo Daehn Publicação:07/08/2014 08:12Atualização:07/08/2014 09:52
Fabiana Gugli interpreta Cris, e Júlio Andrade, Paulo Coelho: o ator teve de usar uma prótese de quase 5kg no rosto  (Sony Pictures/Divulgação)
Fabiana Gugli interpreta Cris, e Júlio Andrade, Paulo Coelho: o ator teve de usar uma prótese de quase 5kg no rosto

Decifrar, para as câmeras de cinema, o maior autor nacional de best sellers, Paulo Coelho, pode representar uma carga descomunal para qualquer ator. Mas foi o próprio escritor, sempre associado com simbologias e crenças, que aliviou o peso para seu intérprete, Júlio Andrade, na época da pesquisa para a elaboração do longa Não pare na pista. No melhor estilo “eu sou o tudo e o nada” (da controversa letra de Gita), foi o mago quem entregou para o ator a chave do seu entendimento: “Eu sou o que as pessoas imaginam”.

Tanto para Júlio Andrade quanto para Paulo Coelho, os quatro dias que dividiram em Genebra foram esquisitos. Conhecer “o cara” na intimidade mexeu com o ator. “Contar a história de um cara vivo é, no mínimo, estranho. Não sabíamos bem por onde começar: não se falou muito no filme, não foram contadas muitas histórias da vida. Pude ver o Paulo numa situação cotidiana. A partir daí, tive a liberdade de construir quem eu imaginava”. O filme, dirigido por Daniel Augusto, estreia na próxima semana.

A exemplo do personagem Gonzaguinha, feito para o longa Gonzaga — De pai pra filho, Júlio se viu num projeto “muito delicado”. “Você não tem que fazer o personagem; você não constrói — você tem que ser. Ou, pelo menos, você tem que acreditar que é. Acho que não tem dificuldade: amo fazer o que faço, acordo e vou pro set feliz. Pra mim, é um prazer, é como transar”, comenta o ator, visto ainda em Serra Pelada e O rebu.

Não pare na pista — A melhor história de Paulo Coelho propiciou uma trajetória instigante. “Conheci o Paulo num ponto final da vida dele; digo, no presente. Eu tinha que voltar tudo, e construir. E ele não me deu muito, por isso ser algo até característico dele”, explica. Num ponto de afinidade com o autor, Andrade preza “o lance de que o universo conspire a favor”. Viveu então aberto aos sinais proporcionados pela vida. “A vida é simples, e acho que o Paulo consegue repassar isso nos livros dele”, define.

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