Brasília-DF,
24/MAI/2017

Herói da mitologia aparece em linguagem moderna no longa Hércules

No grupo, Anfiarau responde pela diversão, frustrado pela interferência de Hércules no destino a ele reservado

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Ricardo Daehn Publicação:05/09/2014 06:45Atualização:04/09/2014 16:39
As cenas de batalha podem decepcionar os fãs de filmes de ação (Adoro Cinema/Reprodução)
As cenas de batalha podem decepcionar os fãs de filmes de ação


"Que seja a morte ou a vitória”: é no detalhe da ordem do que é dito pelo protagonista do mais recente filme de Brett Ratner (de X-Men: O confronto final) que reside uma hesitação, acentuada ao longo do enredo, bastante oportuna para favorecer o filme encabeçado por Dwayne Johnson. Bastardo, semidivinal — ou mesmo, às vezes, com graciosas vestimentas à la publicidade retrô de “bichinho” de marca de leite —, Hércules tem lá mais do que 12 trabalhos por serem liquidados.

Na costa da Macedônia, o brutamontes grego segue como tema de abordagens mitológicas, pela boca do falador sobrinho Iolaus (Reece Ritchie). Ainda assim, resiste à carapuça de herói cioso de glórias, vivendo mais como mercenário algo cínico (“A civilização se tornou muito civilizada para nós”, defende, por exemplo).

Dilemas

Quem busca por maiores detalhes nas epopeias que circundam personagens mitológicos, como o Javali de Erimanto, a Hidra de Lerna ou o Leão de Nemeia, vai se retorcer — ao lado dos que agonizarem pela linguagem excessivamente contemporânea empregada. Junto das acrobacias com câmeras (que possibilitam batalhas asfixiantes), o roteiro — ainda que abrace uma dolorosa vida pregressa para Hércules — é rico em coesão. Não faz mais do que sentenciar dilemas para um ser dotado de ética superior (tal qual a força) e que traz consigo um poder agregador para uma “família” itinerante formada por Atlanta, Anfiarau e Tideu, entre outros.

No grupo, Anfiarau responde pela diversão, frustrado pela interferência de Hércules no destino a ele reservado (leia-se, a própria morte). Entre expectativas como a da luta com centauros, o público pode ser fisgado para algo maior (quem sabe até a leitura das clássicas odisseias). Além de tudo, vale pela história paralela — em que entram o rei Cótis (John Hurt), o ameaçador Reso, somados à bela Ergênia, de Trácia (Rebecca Ferguson), e o menino Ário. Tudo explanado numa época em que parentesco não queria dizer muito, e num filme com propósito de relativizar "verdades" e "lendas".

Confira o trailer do filme

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