Brasília-DF,
23/OUT/2017

Irmãos passam por conflitos no enredo carregado de emoção em De menor

O filme promove discussão pertinente ao explorar o avesso dos clichês

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Ricardo Daehn Publicação:05/09/2014 06:57Atualização:04/09/2014 16:19
 (Adoro cinema/Reprodução)


A ficção De Menor guarda a semelhança com documentários crus assinados pela brasiliense Maria Augusta Ramos, entre os quais Juízo. Ramos, a exemplo da realizadora estreante paulista Caru Alves de Souza (de De menor), não tem pendor a gorduras ou excessos de tramoias.

Prevalece um cinema de andamento observacional (algo enamorado do cinema de Robert Bresson), encadeado à economia de roteiro de autores de filmes algo evasivos como Marcelo Gomes.

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Sem trocadilhos, um filme menor — na linha de um Hoje eu quero voltar sozinho e Eles voltam —, mas nem por isso desprezível. Há qualidades que se sobrepõem à vistosa fotografia de Jacob Solitrenick (Falsa loura e Hoje). A atriz Rita Batata agrada defendendo um ar de mistério na relação com o imprevisível e desenvolto personagem de Giovanni Gallo.

Serve o contexto de que ela vive uma advogada ainda não calejada pelo exercício do ofício. De menor promove discussão pertinente ao explorar o avesso dos clichês: colocado na berlinda (em termos morais e de ressocialização) está um menino branco e abonado. Descartando o óbvio, Caru deixa marca de leveza (além de embutir uma mensagem consistente), na trama que tem críveis coadjuvantes como Rui Ricardo Diaz e Caco Ciocler.
 
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