Brasília-DF,
26/MAI/2017

Animação Os BoxTrolls extrapola o gosto dos espectadores infantis

As criaturas que encabeçam a aventura que adapta livro de Alan Snow agem com certo vandalismo e travessura

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Ricardo Daehn Publicação:03/10/2014 07:30
O tratamento visual dado ao filme chama a atenção (Universal filmes/Divulgação)
O tratamento visual dado ao filme chama a atenção

Passada em uma cidadela relacionada à produção de queijos, a animação Os BoxTrolls, numa leitura nem tão profunda, acusa entendimento e apreciação ampla, que extrapola o gosto dos espectadores infantis.

Na trama, a elite — caracterizada por usar chapéu branco — se reúne numa confraria dedicada à degustação de queijos. A diferenciação pelas cores de chapéus (em que o vermelho é dedicado à ralé) é um dos símbolos a demarcar privilégios e prestígios.

Semelhantes a ratazanas, as criaturas que encabeçam a aventura que adapta livro de Alan Snow agem com certo vandalismo e travessura pelo mundo dos humanos.

Antes de serem ameaçados de extermínio, os BoxTrolls cometem o maior dos crimes: sequestram o bebê que futuramente será identificado como Ovo. Surge daí um dos temas explorados pelo filme: uma paternidade que parece ter limites (tanto para Ovo quanto para uma nova amiga que vem de classe abastada). No desenvolvimento da ação, ainda há espaço para reencontros de familiares.



Saído da equipe de animação do criativo ParaNorman, Graham Annable divide a direção com Antony Stacchi. Às voltas com a vida dos personagens-título que vivem entre quinquilharias (saqueadas do mundo dos humanos), a dupla se preocupa em mostrar reciclagem e apresenta imagens marcantes, como as da comunidade comendo insetos coloridos vivos.


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