Brasília-DF,
23/OUT/2017

Stephen Daldry aposta em sentimentalismo para contar história de lixão carioca

Trash - A esperança vem do lixo conta com os atores brasileiros Selton Mello e Wagner Moura no elenco

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Juliana Figueiredo Publicação:10/10/2014 06:07Atualização:09/10/2014 12:06
Protagonistas do longa foram escolhidos entre meninos de comunidades cariocas (Universal Pictures/Divulgação)
Protagonistas do longa foram escolhidos entre meninos de comunidades cariocas

Ao contrário de sucessos da cinematografia brasileira como Cidade de Deus, Carandiru e Tropa de elite, o novo longa do diretor inglês Stephen Daldry, Trash — A esperança vem do lixo, aposta no sentimentalismo para contar a história de três meninos que vivem no lixão carioca. A coprodução entre Brasil e Reino Unido é uma adaptação do best-seller homônimo de Andy Mulligan.

A trama começa quando os três amigos acham no lixão uma carteira que contém instruções para o esconderijo de um tesouro. Como em toda aventura juvenil, os meninos encontram um vilão para atrapalhar os seus planos, interpretado por Selton Mello. O ator não convence muito na pele de policial desumano, papel que poderia ter caído melhor para Wagner Moura, que faz participações curtas na trama.

O talento de Daldry — diretor de Billy Eliot, As horas e O leitor — para conduzir os três jovens protagonistas é notável. Rickson Tevez, Eduardo Luis e Gabriel Weinstein, de 15 anos que nunca haviam atuado, foram escolhidos entre milhares de garotos de comunidades cariocas.O carisma e espontaneidade dos meninos são o grande trunfo do filme.

Isso sem falar nas belas imagens que vão além dos cartões-postais cariocas. Mesmo que o longa fique na corda bamba entre uma aventura juvenil e um drama social, o olhar otimista do diretor sobre temas como violência, pobreza e corrupção soa sinceros e emociona. No fim, é um alívio perceber que nem todo filme brasileiro precisa acabar em tragédia.



Duas perguntas Christrian Duuvoort (codiretor)

Qual foi o critério para a escolha dos jovens atores?

Eu não acredito muito em talento nato. Acredito em trabalho. Nós percebemos nesses jovens a capacidade de lidar com coisas simples, de se articular e de fazer a passagem do real para a ficção, mas, acima de tudo, percebemos a determinação deles.

Você acredita que a visão do filme é ingênua?

Essa é uma história contada pelas criança. Por isso não é pessimista. Nós poderíamos ter feito um filme mais complexo, mas isso trairia o espírito da juventude. Não é um olhar materialista, mas sobre valores. A forma pessimista com que lidamos com as coisas é desesperançosa. Esse filme incita a agir.

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