Brasília-DF,
24/MAI/2017

Irmã Dulce é marcado por boas interpretações e história comovente

A religiosa baiana é interpretada pelas atrizes Bianca Comparato e Regina Braga

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Juliana Figueiredo Publicação:28/11/2014 06:03
Regina Braga entra na segunda fase do filme e não deixa a desejar ( Ique Esteves/Divulgação)
Regina Braga entra na segunda fase do filme e não deixa a desejar

Irmã Dulce é dona de uma história impressionante. Durante os 77 anos que viveu, a religiosa baiana moveu montanhas para ajudar os necessitados. Em plena década de 1940, época em que havia muitas barreiras às mulheres, a beata enfrentou o descaso de políticos e a resistência dentro da própria Igreja para colocar em prática aquilo em que acreditava.

As atrizes Bianca Comparato e Regina Braga, que dão vida à protagonista em momentos distintos da vida, conseguem representar com mérito a força dessa mulher na cinebiografia.

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O trabalho de Bianca, em especial, é notável. A carioca de 29 anos, que se destacou em 2013 ao estrelar o longa Somos tão jovens e as séries A menina sem qualidades e Sessão de terapia, mostrou mais uma vez por que é uma das melhores atrizes de sua geração. Ela introduz a história da beata com tal perfeccionismo — na voz, nos gestos, no olhar — que consegue refletir com precisão quem foi esta mulher frágil fisicamente, mas de alma forte. Regina Braga também não faz feio ao viver a protagonista a partir dos 45 anos e dar prosseguimento a episódios que foram desencadeados na primeira fase sem perder a sintonia com o trabalho de Bianca.

Dirigido por Vicente Amorim (Corações sujos, Um homem bom) e roteirizado por L.G. Bayão e Anna Muylaert, o filme não esconde as polêmicas com o catolicismo, embora o embate pareça ter sido suavizado para agradar a plateias variadas.


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