Brasília-DF,
23/JUL/2017

Por uma mulher comenta superficialmente a emancipação das mulheres

O filme é moldado na pulsante possibilidade de um adultério em família; confira a crítica

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Ricardo Daehn Publicação:05/12/2014 06:30
 A França pós-guerra é retratada no longa de Diane Kurys
 ( Imovision/Divulgação)
A França pós-guerra é retratada no longa de Diane Kurys

Uma fronteira física permeia a pouco difundida obra da diretora francesa Diane Kurys, que, num retrospecto breve, pode ter a carreira lembrada pela indicação ao Oscar do enredo de Entre nous. Por uma mulher, seu filme atual, mescla componentes justo daquele pano de fundo do passado e um filme feito por ela há 20 anos (À la folie, concorrente no Festival de Veneza), todo ele moldado na pulsante possibilidade de um adultério em família.

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Se já dirigiu de Claudia Cardinale a Isabelle Huppert, Diane Kurys tem bons atores a seu serviço: Benoît Magimel (de A professora de piano) dá vida ao alfaiate Michel, arraigado a princípios comunistas e que, com a mulher, Léna (Mélanie Thierry), enfrentará tempos tensos, no período pós-guerra.



Quem esmiúça o passado do casal é a filha Anne, artista que se concentra em recapitular atrocidades reservadas a judeus. Num tradicional e empoeirado painel sem grande nostalgia, a diretora destaca as novas condições de mulheres emancipadas, mas não alça maiores voos. A exceção está no cortante final. No elenco, o ar soturno dado ao forasteiro personagem Jean é cortesia do bom ator Nicolas Duvauchelle (Polissia). É ele quem poderá (ou não) virar a cabeça de Léna.
Tags: celular

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