Brasília-DF,
28/JUL/2017

Filme nacional Brincante investe nas reflexões em torno do homem

Falta gente e movimento no princípio do filme mais colado a balés lentos e com uma câmera encantada em minúcias

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Ricardo Daehn Publicação:05/12/2014 06:35
Um dos momentos marcantes do documentário é quando Nóbrega dá vida a Tonheta
 ( Agencia Febre/Divulgação)
Um dos momentos marcantes do documentário é quando Nóbrega dá vida a Tonheta

Um filme conceitual e que resiste à efetiva aproximação com seu foco central: o artista pernambucano Antonio Nóbrega. Descolado da prática convencional, aplicada por ele no documentário Moacir — Arte bruta (2005), o diretor paraibano Walter Carvalho, interessado no poder de mobilização de Nóbrega, praticamente suprime o poder da palavra, nos trechos do filme que não estejam vinculados à encenação.

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Singelo, mas nem por isso descolado de sofisticação, o colorido mundo de Nóbrega cabe numa carroça que parece espremer seu talento. Saído do meio da caatinga, o universo envolvente do artista da rabeca e da técnica, que reaviva fantoches e técnicas seculares de entretenimento, demora muito a se esparramar. Falta gente e movimento no princípio do filme mais colado a balés lentos e com uma câmera encantada em minúcias.



Claro que o protagonista tem graça quando incorpora a personagem Tonheta, ou quando investe nas reflexões em torno do homem (“uma máquina de comer e descomer”). Faltam, porém, declarações mais diretas do artista.  Apoiado na energia contagiante da coreografia para Carrossel do destino, Walter Carvalho conclui com simplicidade e leveza uma jornada um tanto desconexa.
Tags: celular

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