Brasília-DF,
20/JUL/2017

Filme A noite da virada é uma comédia despretensiosa sobre fim de ano

Luana Piovani, Marcos Palmeira e Júlia Rabello estrelam o longa de Fábio Mendonça

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Mariana Vieira Publicação:19/12/2014 07:50Atualização:18/12/2014 15:54
 (Globo Filmes/Divulgação)

À primeira vista, o longa-metragem de estreia de Fabio Mendonça pode parecer uma transposição dos filmes norte-americanos feitos unicamente para estrear em datas comemorativas — como Dia dos Namorados, Natal e ano-novo. Mas não é bem assim. Adaptado do texto teatral O banheiro, de Pedro Vicente, A noite da virada preserva parte dessa atmosfera: a maioria das cenas se passa em um dos três lavabos da casa de Ana ( Júlia Rabello) e Duda (Paulo Tiefenthaler), casal de anfitriões de uma festa de ano-novo para 300 pessoas.

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O único porém é que ele decide terminar o relacionamento deles justamente no dia, deixando Ana desorientada instantes antes de os convidados aparecerem. A chegada dos vizinhos Rosa (Luana Piovani) e Mário (Marcos Palmeira) só serve para colocar mais lenha na fogueira, assim como a presença do traficante Paulão (Taumaurgo Ferreira), trazido pelo cômico Rica (João Vicente de Castro) e a namorada, Ale (Luana Martau).

Com ritmo de festa na qual tudo vai acontecendo ao mesmo tempo e com pequenos conflitos que se alternam, além da inusitada aventura de Fumaça (Rodrigo Sant’anna), que não consegue chegar ao evento, o filme diverte se o público for aos cinemas como se vai a uma reunião como penetra: sem grandes expectativas.



Duas perguntas Fabio Mendonça


Este é seu primeiro filme e também é a primeira comédia da produtora O2 em 10 anos. Por que a escolha pelo gênero?

Foi uma escolha da produtora. Eu já tinha o roteiro da peça e queria adaptar para o cinema, principalmente pela pegada cômica. Também tinha vontade de fazer uma comédia com produção melhor, mais elaborada. Fui convidado para dirigir quando já existia um primeiro tratamento de roteiro, mas me envolvi com todos os processos até a finalização.

A linguaguem do roteiro chama a atenção por ser bastante contemporânea. Foi uma preocupação?

Não foi um pensamento, uma busca, mas eu quis contar a história da melhor maneira possível, da forma mais instigante. Era um filme que pedia uma linguagem diferente, uma estética melhor, uma vez que se passa quase todo dentro de banheiros. Comédia é sempre uma dificuldade porque quem está filmando ri uma vez, depois já não ri mais, e a grande prova é na pré-estreia, e, felizmente, muita gente riu na sala de cinema.
Tags: celular

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