Brasília-DF,
24/MAI/2017

Boyhood - Da infância à juventude narra 12 anos do dia a dia de uma família

O cineasta e roteirista Richard Linklater e sua equipe se dedicaram ao projeto durante 12 anos, registrando o crescimento e o envelhecimento real do elenco

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Yale Gontijo Publicação:16/01/2015 07:02Atualização:15/01/2015 12:32

Nada em Boyhood — Da infância à juventude se desenrola com pressa. Nem mesmo a distribuição do filme, que chega ao circuito brasiliense com imperdoável atraso de quatro meses — em outras cidades do Brasil, a fita estreou em outubro de 2014. O vencedor do Globo de Ouro — cotado ao prêmio máximo do Oscar — é frequentemente lembrado por seu longo período de gestação. O cineasta e roteirista Richard Linklater e sua equipe se dedicaram ao projeto durante 12 anos, registrando o crescimento e o envelhecimento real do elenco.

Dedicado a narrar a vida de Mason (Ellar Coltrane) — um garoto comum do Texas vivendo ao lado da mãe (Patricia Arquette, premiada com o Globo de atriz coadjuvante) e da irmã (Lorelei Linklater) —, o longa nos apresenta ao protagonista em idade pré-escolar e em processo de aceitação da ausência do pai (Ethan Hawke). Nas quase três horas de duração que virão, assistiremos à passagem por todas as fases da vida até um encerramento feito sem alarde. Não há pretensão de narrar a origem do universo em um microcosmo de família (como em A árvore da vida, de Terence Malick).

Transição

Durante três horas, o público acompanha a evolução da rotina familiar (Universal Pictures/Divulgação)
Durante três horas, o público acompanha a evolução da rotina familiar

Richard Linklater usa sua lente intimista e os traços de realismo documental para transformar a plateia em observadora privilegiada, convidada a viver epidermicamente as experiências acumuladas por Mason. A transição do garoto pode estar num datado sucesso de Britney Spears, nas mudanças tecnológicas dos joysticks de videogame ou “no desfile de padrastos bêbados” dos dois casamentos malsucedidos da mãe.

Com este título de mais de uma década de produção, Linklater firma-se como um narrador de histórias banais. Foi assim quando completou a trilogia do amor — Antes do amanhecer (1995), Antes do pôr do sol (2004) e Antes da meia noite (2013) — e nos insights filosóficos de Waking life (2001). Com Boyhood, o autor prova que o cinema pode ser simples como a vida. E quem há de negar que a simplicidade não mereça entrar na sala escura?

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