Brasília-DF,
28/JUL/2017

Filme Depois da chuva mostra os efeitos da transição democrática nos anos 1980

Marília Hughes e Cláudio Marques conduzem os conflitos juvenis com delicadeza, sem deixar de contrapor o peso dos acordes de guitarra e os coturnos militares

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Yale Gontijo Publicação:16/01/2015 07:50Atualização:15/01/2015 13:35
Fernanda e Caio representam uma geração que nasceu na transição democrática no Brasil (Coisa de Cinema/Divulgação )
Fernanda e Caio representam uma geração que nasceu na transição democrática no Brasil

O cinema brasileiro recorre ao período da ditadura militar com frequência desde a retomada da produção cinematográfica no Brasil, a partir dos anos 1990. É comum que o período seja abordado com a precisão de documentos históricos ou com manifestos de liberdades alcançadas para o povo brasileiro.

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O interesse de Depois da chuva, película baiana codirigida por Marília Hughes e Cláudio Marques, é mostrar os efeitos da transição democrática nos anos 1980 em um microcosmo cotidiano. Em 1984, a campanha das Diretas Já ocupava a pauta e as ruas do país. Pelo ponto de vista de um grupo de adolescentes de Salvador, nascidos durante a ditadura, o período poderia significar a liberdade jamais experimentada.



O adolescente Caio (um ator novato e encantador, Pedro Maia) e a colega Fernanda (Sophia Corral) se entregam à experimentação de um mundo novo na disputa da eleição do grêmio estudantil ou nos ensaios do grupo de artistas performáticos. A dupla de diretores conduz os conflitos juvenis com delicadeza, sem deixar de contrapor o peso dos acordes de guitarra e os coturnos militares. Além disso, antecipam a ressaca democrática em que o país mergulharia depois.

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